Mikaella Lino Martins, uma menina de apenas quatro anos, faleceu no último domingo, dia 26, nos braços de sua mãe, Bruna Lino, após ter recebido alta de duas unidades de saúde distintas na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. A criança havia sido levada aos prontos-socorros com um quadro que incluía febre e inchaço nos pés, mas foi liberada em ambas as ocasiões sem que exames mais aprofundados fossem realizados. Até o momento, a causa oficial da morte de Mikaella ainda não foi divulgada.
O trágico incidente ocorreu durante uma confraternização familiar em São Vicente. Segundo relatos, Mikaella sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR) enquanto estava nos braços de sua mãe. Apesar da rápida intervenção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que tentou reanimá-la por cerca de 20 minutos, a menina não resistiu. O boletim de ocorrência registrou que Mikaella apresentava cianose nas extremidades, um sinal de falta de oxigenação no sangue, após a PCR.
A busca por atendimento médico para Mikaella começou na quinta-feira anterior, dia 23, quando a creche que a menina frequentava contatou seus responsáveis devido aos sintomas que ela apresentava. Na ocasião, Mikaella foi levada ao Pronto Socorro (PS) Quietude, em Praia Grande. A mãe relatou que, embora tenha sido solicitado um encaminhamento para ortopedia, não havia ambulância disponível para realizar o transporte, resultando na liberação da criança.
No dia seguinte, sexta-feira, dia 24, Bruna, preocupada com a piora no quadro de sua filha, a levou ao Pronto Socorro Central, também em Praia Grande. A mãe alega que o atendimento recebido neste segundo hospital foi superficial, afirmando que a médica responsável “mal olhou para minha filha”. De acordo com o relato de Bruna, nenhum exame complementar foi solicitado e Mikaella foi liberada com uma receita médica e um atestado.
Três dias depois, Mikaella faleceu. A mãe informou que o diagnóstico apresentado na ocasião da alta médica era broncopneumonia bilateral bacteriana. A administração municipal de Praia Grande e São Vicente foram contatadas para comentar o caso, mas até o momento não houve resposta.
Fonte: g1.globo.com