O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu deixar a relatoria do processo que investiga irregularidades no Banco Master. A decisão foi tomada após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir um relatório da Polícia Federal que apontava uma relação entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master.
Decisão de deixar a relatoria e redistribuição do caso
De acordo com uma nota divulgada pelo STF, após ouvir todos os dez ministros e considerar os altos interesses institucionais, o presidente Edson Fachin acolheu o pedido de Toffoli para deixar a relatoria do caso. O processo será redistribuído por meio de sorteio para outro ministro relator.
Rejeição de arguição de suspeição e legitimidade dos atos conduzidos
Além disso, os ministros do STF rejeitaram a arguição de suspeição contra Toffoli, que é um instrumento para questionar a imparcialidade de um ministro em um determinado processo. Também consideraram legítimos todos os atos conduzidos por Toffoli no processo em questão.
Críticas e esclarecimentos de Toffoli
Nos últimos meses, Toffoli recebeu críticas por permanecer como relator do caso, especialmente após matérias jornalísticas apontarem irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, que pertencia a familiares do ministro. Em nota à imprensa, Toffoli confirmou ser um dos sócios do resort e afirmou não ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.
*Com informações da Agência Brasil