G1
Compartilhe essa matéria

A Câmara dos Deputados indeferiu, na última quarta-feira, a tramitação em regime de urgência do projeto de lei que buscava impedir a operação de serviços de transporte por aplicativo em motocicletas, conhecidos como mototáxi. A votação registrou um placar de 350 votos contrários à urgência, 72 favoráveis e 4 abstenções.

O resultado representa a segunda derrota do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em relação ao tema do mototáxi. Nunes havia intensificado seus esforços em Brasília para acelerar a aprovação do projeto de lei 4527, de autoria do deputado Maurício Neves (PP), mas não obteve sucesso.

A decisão da Câmara ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar inconstitucional uma lei estadual que concedia aos municípios paulistas a prerrogativa de autorizar ou vetar o transporte de passageiros em motocicletas. A Corte confirmou a decisão do Tribunal de Justiça (TJ), proferida em setembro.

O plenário do STF formou maioria para derrubar a lei, que havia sido sancionada em junho pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os ministros do STF entenderam que a legislação sobre trânsito e transportes é de competência exclusiva da União, e não dos estados ou municípios.

Diante desse cenário, a Prefeitura de São Paulo tem um prazo de um mês para regulamentar o serviço de mototáxi na cidade. O prazo final é 10 de dezembro, conforme determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que em setembro julgou inconstitucional o decreto municipal que suspendia o serviço e exigiu que o município apresentasse uma regulamentação em até 90 dias.

Caso a regulamentação seja implementada dentro do prazo, o serviço de mototáxi poderá começar a operar em São Paulo já a partir de 11 de dezembro. Atualmente, diversas cidades brasileiras já contam com o serviço de transporte de passageiros em motocicletas por meio de aplicativos.

Enquanto isso, as empresas estão proibidas de operar o transporte de passageiros em motos na capital paulista.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo manifestou seu descontentamento com a decisão do STF, alegando “falta de sensibilidade” da Corte em relação a um tema que envolve acidentes de trânsito e a preservação de vidas.

Durante um evento na última segunda-feira, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que respeita a decisão do STF, mas que pretende continuar discutindo o tema, “porque envolve vidas”.

A Amobitec, associação que representa as empresas que operam mototáxis, afirmou que o julgamento do STF “traz segurança jurídica para São Paulo e para uma atividade privada legal, que já é regida pela Política Nacional de Mobilidade Urbana”.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, acolheu o argumento da Confederação Nacional de Serviços de que a lei estadual invadia a competência da União em legislar sobre transportes e trânsito no país.

Fonte: g1.globo.com

Você Também Pode Gostar

Polícia apreende grande quantidade de bebidas lácteas impróprias em avaré

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUma operação da Polícia Civil resultou na apreensão de mais…

Pai e filha morrem em trágico acidente de moto em amparo

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUm pai de 33 anos e sua filha de 15…

Homem é assassinado a tiros no jardim sol nascente, em sorocaba

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUm homem de 36 anos foi encontrado morto na noite…

Jovem perde a vida em atropelamento causado por motorista suspeita de embriaguez

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUma jovem de 25 anos faleceu na manhã deste domingo…