Em meio a comoção e homenagens, foram sepultados nesta quinta-feira (30) os dois policiais militares mortos durante a operação policial da última terça-feira (28), nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Os sargentos Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos integrantes da tropa de elite da Polícia Militar (Bope), foram velados lado a lado na sede do batalhão, onde receberam aplausos de colegas, amigos e familiares.
O secretário de Estado da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, fez um apelo à população para que valorize os policiais militares e civis.
Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, dedicou 17 anos de sua vida à Polícia Militar. Casado e pai de uma menina de 7 anos, foi lembrado pelo tio, Sebastião Pereira Gonçalves, que expressou a tristeza da família diante da perda. “É complicado perder um sobrinho assim, desse jeito, nessa violência do Rio de Janeiro”, lamentou.
O comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, destacou o heroísmo do sargento Serafim, que, mesmo ferido, salvou outro policial. O corpo de Serafim foi levado para sua cidade natal, Mendes, onde a família realizou uma cerimônia reservada. “Nós não só perdemos um ente querido como a gente sente a dor de ter perdido um guerreiro que sempre lutou por seus ideais”, disse Ueesclei Rodrigues, primo do policial.
Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, serviu à corporação por 14 anos. Antes de ingressar na PM, foi fuzileiro naval. O corpo do sargento Heber foi levado em carro aberto do Corpo de Bombeiros para um cemitério na Zona Oeste do Rio, em um cortejo de 39 km. Centenas de pessoas participaram da despedida, incluindo policiais, colegas da Marinha, o enteado e os dois filhos do policial, que vestiam camisetas do Bope.
Jéssica Micheli, esposa do sargento Heber, ressaltou o legado deixado pelo marido. “A sensação que fica é que ele cumpriu o dever dele. Deixou um legado. Ele morreu em função de defender a população de bem”, afirmou.
Durante o cortejo, um helicóptero da PM lançou pétalas de flores. A cerimônia foi finalizada com uma salva de tiros, uma tradição que simboliza respeito e honra a quem morreu em serviço.
Fonte: g1.globo.com