Após uma reunião entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, o mercado financeiro exibiu sinais de otimismo. A bolsa de valores brasileira atingiu um novo patamar recorde, enquanto o dólar registrou a menor cotação em quase três semanas.
O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou o dia em 147.969 pontos, impulsionado por uma alta de 0,55%. Com este resultado, o índice reverteu as perdas acumuladas em outubro e agora apresenta um crescimento de 0,5% no mês.
No mercado de câmbio, o dia foi marcado pela valorização do real. O dólar comercial encerrou as negociações cotado a R$ 5,37, representando uma queda de R$ 0,024 (-0,42%). A moeda americana apresentou uma trajetória de baixa ao longo de toda a sessão, atingindo a mínima de R$ 5,36 por volta das 10h15.
Este é o menor valor do dólar desde o dia 8 de outubro. Apesar da alta acumulada de 0,88% em outubro, a divisa americana registra uma queda de 13,11% no acumulado de 2025.
Fatores tanto internos quanto externos contribuíram para este cenário de alívio. No âmbito internacional, a reunião bilateral entre os chefes de estado atenuou as tensões em relação ao Brasil. Adicionalmente, o índice S&P 500, que congrega as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, também alcançou um novo recorde nesta segunda-feira.
A reabertura das negociações entre os Estados Unidos e a China, anunciada no domingo, exerceu influência positiva sobre os preços das commodities, beneficiando economias emergentes. Há expectativa para um encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, agendado para quinta-feira.
No cenário doméstico, a desaceleração da prévia da inflação oficial em outubro reverberou positivamente na bolsa de valores. Adicionalmente, o boletim Focus, pesquisa semanal realizada com instituições financeiras e divulgada pelo Banco Central, reduziu a projeção para a inflação oficial em 2025 para 4,56%.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br