Por Elsa Oliveira

 

Estamos mais uma vez em outubro e começam a pipocar nas redes sociais uma das campanhas nacionais mais famosas que temos, a “Outubro Rosa”, cujo objetivo é alertar a população, sobretudo as mulheres, sobre a importância da descoberta e do tratamento precoce do câncer de mama.

É claro que eu apoio a campanha, mas os números de câncer de mana no Brasil mostram que somente outubro não é suficiente para que esse alerta seja dado. Aqui, excluídos os tumores de pele não melanoma, que é o mais incidente entre a população em geral, o câncer de mama é o que mais ocorre em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. E para cada ano do triênio 2023-2025 o Instituto Nacional do Câncer estima quase 74 mil novos casos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 41,89 casos por 100.000 mulheres. Para o triênio 2020-2022, a estimativa do Incra foi de pouco mais de 66 mil casos por ano.

De acordo com o mesmo instituto, podemos, ao longo vida, adotar medidas que podem contribuir para a prevenção da doença. Entre elas estão a prática de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado, a adoção de uma alimentação mais saudável e a redução do consumo de bebidas alcóolicas. Amamentar é também um fator protetor. Mas uma vez detectado o câncer, os melhores desfechos de tratamento e qualidade de vida estão associados ao diagnóstico precoce, nos estágios iniciais da doença. Para isso é fundamental as ações de rastreamento que buscam diminuir a mortalidade, identificando tumores em fases iniciais para melhorar as chances de reabilitação e cura.

 

Sendo assim, esse rastreio não pode ficar pra outubro. Ele tem que ser feito sempre que possível ou que indicado pelo médico. Mulheres acima dos 40 anos precisam fazer o exame de mamografia, anualmente, como recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Para idades mais avançadas, o Ministério da Saúde recomenda o exame a cada dois anos entre os 50 e os 69 anos.

 

Já abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar esta necessidade. Isso porque o câncer de mama é uma doença rara em mulheres jovens. Sua incidência aumenta com a idade e a maior parte dos casos ocorre a partir dos 50 anos. Homens também desenvolvem câncer de mama, mas estima-se que a incidência nesse grupo represente apenas 1% de todos os casos da doença.

 

Mas vale lembrar que a observação pode e deve começar em casa. Toda mulher pode conseguir detectar nódulos em suas mamas a partir do toque, verificando se há alteração na textura, na cor da pele ou ainda se há soltura de secreção. Esse autoexame pode ser feito com frequência, de forma bem simples, e tem bastante material na internet orientando a realização do exame de toque da maneira correta.

No caso do câncer de mama, sua vida pode estar, literalmente, na sua mão!

A postagem Ano Rosa: uma campanha pela vida que deve ir além de outubro! apareceu primeiro em Jornal Digital da Região Oeste.

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