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Em São Paulo, o evento Conecta PretaLab abriu suas portas com o objetivo de capacitar mulheres negras no uso da inteligência artificial (IA). A iniciativa, promovida pela PretaLab do Olabi, oferece oficinas práticas, rodas de conversa e debates, visando demonstrar como a tecnologia pode ser uma ferramenta de transformação e oportunidade.

O evento, que ocorre no Sesc Pompeia, reúne mulheres negras para aprenderem sobre o uso da IA em dispositivos móveis, computadores e no ambiente de trabalho. Facilitadoras, muitas das quais descobriram a tecnologia através do próprio projeto, compartilham seus conhecimentos e experiências, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo e acessível. A participação é gratuita e aberta ao público.

A abertura do Conecta contou com a mesa “Inteligência artificial e justiça social”, com a participação de Jurema Werneck, da Anistia Internacional Brasil; Mayara Ferrão, especialista em arte e IA; e Silvana Bahia, codiretora do Olabi.

Silvana Bahia enfatiza que, embora a IA esteja cada vez mais presente no cotidiano, o acesso a ela ainda é desigual. Segundo ela, o evento busca democratizar o conhecimento sobre IA, permitindo que mulheres negras participem ativamente do desenvolvimento e da aplicação dessa tecnologia.

Durante as oficinas, as participantes aprendem a utilizar ferramentas de IA para diversas finalidades, como elaboração de currículos, organização de planilhas, revisão de textos, criação de materiais visuais para pequenos negócios, preparação para exames e planejamento financeiro. A proposta é apresentar a tecnologia de forma simples e acessível, possibilitando que as participantes tenham um primeiro contato direto com essas ferramentas. As inscrições para as oficinas, que acontecem nos dias 6 e 7 de dezembro, podem ser feitas pelo site do Sesc.

O Conecta PretaLab parte do princípio de que mulheres negras devem ocupar um lugar central no debate sobre inteligência artificial, o que só é possível através do acesso à formação, segurança e espaços de aprendizado. Silvana Bahia destaca que o projeto busca atender a uma demanda crescente de mulheres que desejam utilizar a tecnologia para melhorar suas vidas, impulsionar seus negócios e expandir seus conhecimentos.

A iniciativa reconhece que a IA, assim como outras áreas, pode refletir e perpetuar as desigualdades existentes na sociedade. Por isso, busca garantir que mulheres negras tenham a oportunidade de participar da construção e do desenvolvimento da tecnologia, para que seus interesses e perspectivas sejam considerados.

“Se vivemos num país onde parte significativa da população tem dificuldade de acessar direitos básicos, não é surpresa que o acesso à tecnologia mais avançada siga a mesma lógica”, pontuou Silvana.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br