G1
Compartilhe essa matéria

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) deu sinal verde para a retomada do processo seletivo de monitores para o Programa Escola Cívico-Militar, iniciativa do governo de Tarcísio de Freitas. A decisão foi tomada em sessão ordinária, com quatro votos favoráveis e dois contrários.

A seleção havia sido suspensa em setembro, após o tribunal identificar falhas no processo de implantação, como o uso de recursos da Educação para remunerar policiais militares, o que caracterizaria desvio de finalidade, além da ausência de estudos prévios sobre o impacto orçamentário e financeiro do programa.

A Secretaria da Educação do Estado (Seduc) informou que o processo seletivo de monitores e monitores-chefes para o programa em cem escolas da rede foi retomado. A pasta comunicou que a seleção dos profissionais já foi concluída e a relação dos militares escolhidos será republicada no Diário Oficial do Estado.

O projeto já enfrentou outras paralisações e é alvo de críticas por especialistas em educação, que questionam a militarização do ensino, o uso inadequado de verbas da Educação, a falta de planejamento e avaliação, e possíveis conflitos com a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A suspensão anterior do processo seletivo atendeu a uma representação feita pelo Coletivo Educação em 1º Lugar, integrado por parlamentares. A iniciativa, na época, foi considerada um “malabarismo jurídico e administrativo”, com questionamentos sobre a legalidade da contratação de monitores militares e a falta de previsão orçamentária para tal função.

O Programa Escola Cívico-Militar foi instituído pela Lei Complementar nº 1.398/2024, com previsão de gastos de R$ 7,2 milhões para o pagamento de policiais militares. As escolas cívico-militares seguirão o Currículo Paulista, definido pela Secretaria da Educação, que também será responsável pelo processo de seleção dos monitores.

A Secretaria da Segurança Pública apoiará a Secretaria da Educação no processo seletivo, emitindo declarações sobre o comportamento e processos criminais ou administrativos dos candidatos a monitores.

Em novembro de 2024, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do TJ-SP que impedia a implantação do programa de escolas cívico-militares em São Paulo. A constitucionalidade da lei paulista ainda será julgada pelo plenário do STF, com questionamentos sobre a constitucionalidade do modelo. O Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União também se manifestaram contrários.

O governador Tarcísio defende a iniciativa, afirmando que o foco é a educação sob direção de profissionais da rede, e não a formação militar. O governo planeja iniciar o modelo em 2025, com a conversão de unidades de ensino. O julgamento virtual no STF foi suspenso duas vezes.

Fonte: g1.globo.com

Você Também Pode Gostar

Polícia apreende grande quantidade de bebidas lácteas impróprias em avaré

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUma operação da Polícia Civil resultou na apreensão de mais…

Pai e filha morrem em trágico acidente de moto em amparo

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUm pai de 33 anos e sua filha de 15…

Homem é assassinado a tiros no jardim sol nascente, em sorocaba

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUm homem de 36 anos foi encontrado morto na noite…

Jovem perde a vida em atropelamento causado por motorista suspeita de embriaguez

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUma jovem de 25 anos faleceu na manhã deste domingo…