© Ricardo Stuckert/PR
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Recentemente, um contrato firmado entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados foi divulgado, revelando a natureza das atividades que deveriam ser realizadas por essa parceria. O documento, que previa atuação jurídica em várias instâncias do Poder Judiciário e consultoria estratégica em órgãos reguladores, foi tornado público após a suspensão do sigilo das investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conteúdo do Contrato e Suas Implicações

O contrato com o Banco Master, assinado em 16 de janeiro de 2024, estabelece uma série de serviços, incluindo a atuação em processos judiciais em todas as esferas do Judiciário. Além disso, o documento menciona a implementação e a melhoria contínua de programas de integridade, como compliance, e consultoria em diversos procedimentos administrativos, envolvendo instituições como o Banco Central e o Cade.

Contratos e Valores Envolvidos

Outro contrato, datado de 12 de maio de 2025, refere-se à Viking Participações e foi redigido em papel timbrado do escritório Barci de Moraes, embora careça de assinaturas. Este acordo também inclui consultoria estratégica e atuação jurídica em processos judiciais. Ambos os contratos estipulavam pagamentos mensais de R$ 3 milhões por um período de 36 meses, totalizando R$ 108 milhões cada.

Posicionamento do Escritório Barci de Moraes

Em resposta à divulgação dos contratos, o escritório Barci de Moraes emitiu um comunicado por meio de sua assessoria de imprensa, afirmando que mantinha apenas um vínculo contratual com o Banco Master. O escritório negou qualquer transferência ou substituição do contrato, alegando que a proposta do Banco não foi aceita e que o contrato original foi encerrado com a liquidação do banco, desativando assim qualquer relação com a instituição.

Contexto das Investigações

A revelação dos contratos ocorreu após uma solicitação do ministro Edson Fachin, presidente do STF, que pediu a desclassificação de parte do sigilo das investigações sobre o Banco Master, sob a relatoria do ministro André Mendonça. Embora parte das apurações tenha sido mantida em sigilo, a decisão de Fachin foi uma resposta à crescente crise no STF, que se intensificou com a divulgação de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Desdobramentos e Repercussões

A situação envolvendo o Banco Master e o escritório Barci de Moraes levanta questões sobre a transparência e a ética nas relações entre instituições financeiras e advogados. As investigações continuam, e novos desdobramentos podem surgir à medida que mais informações forem divulgadas, refletindo as complexidades do sistema jurídico e a interação entre as esferas pública e privada.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br