© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Um alarmante relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que quase metade das crianças e adolescentes do planeta, totalizando aproximadamente 1,1 bilhão, enfrenta pelo menos três riscos climáticos. Essas ameaças comprometem não apenas a saúde e a educação, mas também a sobrevivência desses jovens.

Riscos Climáticos em Números

O 'Relatório de Risco Climático das Crianças 2026', divulgado no dia 15 de outubro, destaca que quase todas as crianças do mundo estão expostas a pelo menos um risco climático. O estudo estima que mais de 4 milhões de jovens possam enfrentar até seis diferentes ameaças. No Brasil, a situação é preocupante, com 16 milhões de crianças expostas a três ou mais riscos, representando 30% do total infantil no país.

Ameaças Identificadas

O relatório mapeia a exposição das crianças a oito das mais frequentes ameaças climáticas globais: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira, além de tempestades tropicais. Esta análise é a primeira a detalhar a intensidade dessas ameaças e seu impacto nos serviços públicos essenciais que as crianças necessitam.

Impactos Regionais e Globais

Catherine Russell, diretora executiva do Unicef, enfatiza que a vida das crianças continua sendo severamente afetada por eventos climáticos como ondas de calor, incêndios e inundações. A combinação mais comum de riscos é a de seca, calor extremo e ondas de calor, que afeta mais de 296 milhões de jovens. A região do Sahel, na África, é uma das mais impactadas, com 4 milhões de crianças diante da tripla ameaça de calor extremo e tempestades de areia.

Desafios em Países de Alta Renda

Ainda que os países de alta renda possam parecer menos afetados, os impactos climáticos também são significativos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças estão sob risco de ondas de calor prolongadas e secas. Isso demonstra que a crise climática é um problema global que não respeita fronteiras econômicas.

Poluição e Saúde Infantil

Além das ameaças climáticas diretas, o relatório investiga a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, dois fatores que são agravados pelas mudanças climáticas. Globalmente, quase todas as crianças são afetadas pela poluição do ar, enquanto 1 bilhão está em risco de contrair malária. No Brasil, 95% das crianças, cerca de 47 milhões, enfrentam a poluição do ar, e 5,6 milhões estão expostas à malária.

Recomendações para um Futuro Seguro

O Unicef destaca a urgência de ações para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Entre as recomendações estão a redução das emissões de gases de efeito estufa, a proteção das crianças por meio de adaptações climáticas inclusivas e a implementação de políticas que priorizem os direitos infantis. Além disso, é fundamental criar escolas e unidades de saúde resilientes ao clima, garantir a segurança alimentar e fortalecer os sistemas de alerta para emergências.

Conclusão: Um Chamado à Ação

O cenário apresentado no relatório é um alerta para a necessidade de ações imediatas e eficazes para proteger as gerações futuras. Sem esforços significativos para combater as mudanças climáticas, os riscos continuarão a aumentar, prejudicando o bem-estar das crianças em todo o mundo. A colaboração entre governos, organizações e comunidades é essencial para garantir um futuro mais seguro e sustentável para todos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br