© Rosinei Coutinho/STF
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A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira (15) sua intenção de solicitar à Justiça dos Estados Unidos a autorização para intervir no processo instaurado pelas plataformas Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Objetivo da Intervenção da AGU

Em comunicado oficial, a AGU ressaltou que a habilitação no processo permitirá ao Brasil a defesa de sua soberania no tribunal da Flórida, onde a ação está em andamento. O órgão enfatizou a importância de garantir que as decisões proferidas pela Suprema Corte brasileira não sejam questionadas em cortes estrangeiras.

Argumentos da Advocacia-Geral da União

A AGU argumenta que não é aceitável que agentes públicos sejam processados por tribunais de outros países sem a autorização do Estado brasileiro. Em suas declarações, a AGU deixou claro que o Brasil não irá permitir que suas decisões judiciais sejam avaliadas por juízes estrangeiros, reafirmando que tais decisões devem ser tratadas dentro do sistema judiciário brasileiro.

Contexto do Processo nos Estados Unidos

O litígio em questão envolve as plataformas Rumble e Trump Media, que acusam Moraes de ter ordenado a suspensão de perfis de brasileiros residentes nos Estados Unidos, incluindo o blogueiro Allan dos Santos. As redes sociais argumentam que a Constituição dos EUA assegura a liberdade de expressão, e que as ações contra esses indivíduos configuram uma forma de censura.

Decisões Judiciais e Notificações

Recentemente, a Justiça americana decidiu que Moraes deve ser intimado por e-mail para apresentar sua defesa no processo. Essa determinação surgiu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter negado um pedido do Rumble para que Moraes fosse notificado através de uma carta rogatória, um procedimento legal que requer autorização do STJ para notificações internacionais.

Implicações da Ação da AGU

A iniciativa da AGU reflete uma postura firme em defesa da soberania nacional e da integridade do sistema judiciário do Brasil. A atuação da Advocacia-Geral busca assegurar que o respeito às decisões da Suprema Corte seja mantido, evitando que questões internas sejam discutidas em jurisdições estrangeiras.

Conclusão

A solicitação da AGU para intervir no processo em andamento nos Estados Unidos é um passo significativo na defesa da soberania brasileira. Com essa ação, o governo busca reafirmar que as decisões judiciais no Brasil devem ser respeitadas e tratadas exclusivamente dentro do âmbito jurídico nacional, evitando intervenções externas que possam comprometer a autonomia do sistema judiciário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br