A pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho revelou que ter autonomia financeira para decidir sobre a própria vida é a principal prioridade para as mulheres entrevistadas. O levantamento também mostra a persistência de desigualdades de gênero no ambiente profissional, com relatos de discriminação e violência.
Prioridades das mulheres
Segundo a pesquisa, 37,3% das mulheres apontaram a independência financeira como prioridade, seguida pela saúde mental e física (31%) e pela realização profissional. Ter uma relação amorosa não foi citado como meta por nove em cada dez mulheres consultadas.
Autonomia financeira como liberdade de escolha
Paola Carvalho, diretora da Consultoria Maya, ressaltou que a autonomia financeira não se trata apenas do poder de compra, mas sim da capacidade de sair de relacionamentos abusivos e proporcionar uma melhor condição de vida para a família. Para muitas mulheres, essa liberdade de escolha é fundamental.
Violência e discriminação no ambiente de trabalho
O caminho para a autonomia financeira muitas vezes passa pelo trabalho remunerado, mas as mulheres ainda enfrentam barreiras culturais no mercado. Discriminação e violência são problemas recorrentes, com relatos de preterição em promoções devido à maternidade e violência psicológica, como comentários sexistas e interrupções em reuniões.
Impacto da violência no trabalho
A violência psicológica e a discriminação afetam diretamente a carreira das mulheres, levando muitas a considerar desistir do trabalho. A distribuição desigual de cargos nas empresas reflete a estrutura sexista existente, com poucas mulheres em cargos estratégicos.
Mudanças necessárias
Para reverter esse quadro, é fundamental um comprometimento de todos os níveis hierárquicos, desde estagiários até CEOs, com novas atitudes e visões profissionais. Paola Carvalho destaca a importância de ações individuais e institucionais para promover uma mudança real na equidade de gênero no ambiente de trabalho.