O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o início do teleatendimento em saúde mental pelo SUS (Sistema Único de Saúde) voltado para pessoas com compulsão por jogos de apostas, além de seus familiares e rede de apoio. Em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o serviço gratuito oferecerá assistência especializada para quem apresenta compulsão pelas conhecidas bets.
Atendimentos e serviços disponíveis
A expectativa inicial é de 600 atendimentos online por mês, podendo chegar a 100 mil mensais conforme a demanda. As consultas têm duração média de 45 minutos e são realizadas por vídeo, podendo incluir até 13 sessões por paciente, em grupo ou individualmente. A equipe é formada por psicólogos, terapeutas ocupacionais e médicos psiquiatras, com apoio de assistência social e medicina de família.
Acesso ao serviço
Para acessar o teleatendimento, é necessário se cadastrar no aplicativo Meu SUS Digital. O autoteste disponível no app ajuda a identificar sinais de risco, encaminhando automaticamente para o serviço em casos de risco moderado ou elevado. Nos casos de menor risco, o aplicativo orienta a procurar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Capacitação e orientações
O Ministério da Saúde está capacitando profissionais de saúde para o atendimento específico, em parceria com a Fiocruz. A pasta ofereceu 20 mil vagas, com 13 mil inscrições e 1,5 mil já formados. A Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas contém orientações clínicas encontradas no Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas.
Bloqueio por autoexclusão
Além do teleatendimento, o governo federal disponibiliza a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, que permite o bloqueio em sites de apostas online. Essa ação visa prevenir e auxiliar aqueles que sofrem de compulsão por jogos e apostas, oferecendo uma forma reservada, segura e acessível de cuidado.