Forças cubanas mataram quatro pessoas e feriram seis a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas nessa quarta-feira (25). Agentes abriram fogo contra uma patrulha cubana, informou o governo cubano em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos (EUA). Os feridos receberam atendimento médico, enquanto o comandante da patrulha cubana também ficou ferido, informou o Ministério do Interior de Cuba em comunicado, acrescentando que o caso está sob investigação para esclarecer exatamente o que aconteceu.
Tensões e Investigação
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que não se tratava de uma operação dos EUA e que nenhum funcionário do governo norte-americano estava envolvido. As autoridades cubanas informaram os EUA sobre o incidente, porém a embaixada dos EUA em Havana está tentando verificar de forma independente o que ocorreu.
Contexto Político
O incidente ocorreu em meio ao bloqueio dos EUA de embarques de petróleo para Cuba, aumentando a pressão sobre o governo comunista. Forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, removendo um importante aliado de Cuba. Politicamente, o senador Marco Rubio classificou o status quo cubano como insustentável e defendeu mudanças dramáticas no país.
Histórico de Confrontos
Lanchas contrabandeando pessoas para fora da ilha já entraram em confronto com as forças cubanas no passado, incluindo um incidente em 2022 que resultou na morte de um suspeito de contrabando. Apesar das tensões entre os dois países, houve cooperação em questões de tráfico de drogas e contrabando de pessoas no passado.
Desdobramento e Reações
Políticos da Flórida pediram investigações separadas, discordando da versão cubana. O procurador-geral da Flórida ordenou uma investigação em conjunto com outros parceiros estaduais e federais responsáveis pela aplicação da lei. O deputado Carlos Gimenez pediu uma investigação federal para determinar se alguma das vítimas era cidadã norte-americana ou residente legal.