© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O bloco Bésame Mucho levou a música latina às ladeiras do Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro, em um cortejo que misturou ritmos latino-americanos, batuques brasileiros e uma mensagem política de integração continental. A concentração ocorreu na escadaria da Rua Costa Barros, reunindo moradores, músicos imigrantes e foliões de diferentes regiões da cidade.

O Bésame Mucho como ocupação cultural e política

Criado a partir de coletivos que há anos transitam pelo território, como o Cortejinho RJ, o bloco reafirma a ocupação cultural das ruas como gesto político. Os organizadores destacam a resistência de fazer música latina nas vielas da Pequena África, ressaltando a relação histórica do bloco com a primeira favela do Brasil.

A diversidade de foliões e a representatividade política

Entre os foliões, estava o espanhol Andrés Martin, destacando a liberdade simbolizada pelo bloco e refletindo sobre a política migratória dos Estados Unidos. Já a bióloga venezuelana Salomé ressaltou o caráter político do carnaval de rua e a ideia de pertencimento latino-americano, enfatizando a resistência e a luta como parte essencial do evento.

A música como expressão política e cultural

O professor de sociologia e músico do bloco André Videira de Figueiredo destacou a proposta musical do Bésame Mucho, ressaltando a responsabilidade política do grupo em um momento de visibilidade como o carnaval. A iniciativa ajuda a conectar o Brasil com a cultura latino-americana, promovendo uma identidade comum entre as pessoas e produzindo consciência política.

O caráter político e identitário do carnaval de rua

Na visão do editor Felipe Eugênio Santos e Silva, o bloco Bésame Mucho contribui para romper a ideia de separação do Brasil em relação à América Latina, conectando as pessoas com a cultura dos países vizinhos. Para o empresário Michael Pinheiro, o carnaval de rua é uma manifestação política que mostra a identidade do povo brasileiro e ensina a população sobre sua própria história.

A resistência cultural e o reconhecimento latino-americano

O sociólogo Rodrigo Freitas ressalta que o desfile nas ladeiras da Providência reforça a identidade latino-americana e representa um ato de resistência contra o imperialismo. Iniciativas como o Bésame Mucho ajudam o Brasil a se reconhecer como parte do continente, atualizando a consciência sobre a latinosidade do país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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