Após 48 horas de desespero, voluntários resgataram com vida a menina de quatro anos que desapareceu no interior de Minas Gerais. O emocionante reencontro ocorreu neste sábado (31), quando Guilherme e Alessandro encontraram a pequena Alice no meio da mata.
Guilherme relata ter ouvido um grito que reconheceu como sendo de uma criança, levando-os até a menina. Com muita emoção, os voluntários encontraram Alice deitada sob árvores de uma plantação de eucaliptos, cerca de dois quilômetros distante da casa dos avós, de onde havia desaparecido na última quinta-feira (29).
Alessandro, auxiliar de serviços gerais, expressou sua gratidão pela vida da menina, destacando que ela foi encontrada sem ferimentos. Após o resgate, Alice foi imediatamente acolhida nos braços de sua família, que agradeceu a todos que rezaram pela sua segurança.
Recuperação e agradecimentos
Alice, que é autista não verbal, foi prontamente aquecida e avaliada pelos socorristas, sendo encaminhada para avaliação médica. A tentnte Jaqueline dos Santos destacou os desafios enfrentados por uma criança em um ambiente hostil e elogiou a pronta ação dos voluntários e bombeiros no resgate.
O Sargento George Miranda, do Corpo de Bombeiros, ressaltou a importância do empenho de todos na busca pela menina, destacando o alívio de vê-la em segurança nos braços de sua mãe. Mais de 100 pessoas, entre voluntários e bombeiros, participaram das buscas, enquanto a Polícia Civil investiga o caso do desaparecimento.
Mobilização e ação conjunta
O desaparecimento de Alice foi divulgado por um sistema do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que envia alertas para redes sociais, semelhante ao utilizado nas buscas por outras crianças desaparecidas, como os irmãos Agatha Isabelly e Allan Michael, no Maranhão.
A mãe de Alice, Karine Maciel, expressou sua gratidão a todos que colaboraram nas buscas, enquanto o pai, João Vitor Lisaboa, ressaltou a importância das orações e apoio recebido. A esperança é que a história de Alice inspire um final feliz também para as crianças desaparecidas no Maranhão.
Fonte: https://g1.globo.com