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O festival de música brasileira Sonora Brasil encerra sua 27ª edição em Paraty, Rio de Janeiro, com uma série de shows gratuitos que se estendem até domingo. A programação celebra a diversidade cultural do país, promovendo encontros inéditos entre artistas de diferentes regiões e estilos.

Reconhecida como Patrimônio Vivo em Pernambuco, a percussionista Mãe Beth de Oxum protagonizou um espetáculo que exaltou a ancestralidade negra. Ela dividiu o palco com a cantora lírica Surama Ramos e o maestro Henrique Albino, apresentando o show “Apejó”, que significa “encontro” em Iorubá. A apresentação uniu os tambores ancestrais da família de Mãe Beth, a voz de Surama e a musicalidade de Albino.

O projeto Sonora Brasil, promovido pelo Sesc, percorre o país com o objetivo de difundir a riqueza da música brasileira. No biênio 2024-2025, dez combinações de artistas, selecionadas por curadoria do Sesc, circularam pelo Brasil, apresentando espetáculos que misturam referências, estilos e instrumentos.

Para Mãe Beth de Oxum, iniciativas como o Sonora Brasil são fundamentais para valorizar a cultura brasileira, especialmente a cultura negra e as tradições dos terreiros de matriz africana e afro-indígenas. Ela destaca a importância de projetos que mostrem a beleza e a força dessas manifestações culturais.

Surama Ramos, que se apresentou com Henrique Albino e Mãe Beth de Oxum, ressaltou que o encontro com a percussionista surgiu como uma forma de reconectar-se com sua ancestralidade. Segundo ela, Mãe Beth lhe presenteou com ensinamentos sobre a cultura afro-brasileira, algo que lhe foi negado na infância.

A edição deste ano do festival, intitulada “Encontros, Tempos e Territórios”, buscou reunir diferentes gerações de artistas que compartilham o mesmo estado. Renata Pimenta, analista de música do Departamento Nacional do Sesc, explicou que o tema teve como objetivo promover o intercâmbio entre artistas de diferentes gerações e origens, valorizando a diversidade cultural presente em cada região do país.

Durante o evento de encerramento em Paraty, foi lançada a série documental “Sonora Brasil – Encontros, Tempos e Territórios”, produzida pelo SescTV. Cada episódio da série mostra um dos encontros de artistas proporcionados pelo projeto, revelando suas trajetórias na música e suas motivações para subir ao palco do festival. Os episódios estão disponíveis no Sesc Digital, com acesso gratuito.

Ao longo do biênio 2024-2025, a 27ª edição do festival realizou mais de 300 apresentações musicais em cerca de 70 cidades do país. A logística na região Norte representou um dos maiores desafios do projeto, mas a superação dessa dificuldade é vista como um dos objetivos do festival.

Henrique Albino destaca a experiência de viajar pelo Brasil se apresentando como uma das melhores coisas que um artista pode fazer, ressaltando a diversidade e a grandiosidade do país.

A programação de encerramento do festival, que acontece no Sesc Caborê, em Paraty, inclui shows e rodas de conversa com artistas de diferentes estados.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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