Milhões de estudantes em todo o país realizaram neste domingo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), enfrentando as provas de Ciências da Natureza e Matemática aplicadas em 1.805 municípios, abrangendo todos os 27 estados brasileiros.
O encerramento oficial das provas ocorreu às 18h30, horário de Brasília, permitindo que os participantes deixassem as salas a partir das 15h30, sem a permissão de levar consigo o caderno de questões.
Érika Tauany, uma estudante do último ano do ensino médio, compartilhou sua percepção ao deixar um dos locais de prova em Brasília, considerando as questões “relativamente fáceis”. Ela destacou a presença de questões com diferentes níveis de dificuldade, mencionando a prova de Física como particularmente desafiadora.
Thaylla Luara, outra estudante concluinte do ensino médio, almeja ingressar no curso de Administração, visando uma carreira como policial penal. Ela descreveu a prova como “bem tranquila”, sem encontrar grandes dificuldades em Química, Física e Matemática, afirmando ter respondido a todas as questões rapidamente.
Contudo, nem todos os candidatos compartilharam da mesma opinião. Alguns relataram que as 90 questões apresentaram um nível de dificuldade maior em comparação ao primeiro dia de provas, especialmente devido ao conteúdo de Matemática e Física, que demandaram mais cálculos e tempo para resolução.
Janderson Polibio, que realizou o Enem para testar seus conhecimentos após 13 anos da conclusão do ensino médio, admitiu ter recorrido a “chutes” em cerca de um terço das questões, buscando garantir pontos extras.
No Rio de Janeiro, candidatos no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet) comentaram sobre o caráter exaustivo da prova. Amanda Barbosa, que busca uma vaga em Nutrição, considerou as questões “tranquilas, mais do que a gente esperava”. Ana Gabriela, que pretende cursar Pedagogia, também achou a prova cansativa, mas mais simples do que a edição anterior.
Por outro lado, Leonardo Drummond relatou ter achado a prova difícil, enquanto Davi da Paz Morais elogiou a elaboração das questões.
Matheus Oliveira, um estudante do primeiro ano do ensino médio, participou do Enem como “treineiro”, buscando se familiarizar com o formato da prova. Ele destacou a diferença entre o Enem e os simulados, mencionando a pressão do horário e do ambiente de prova. Os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, também treineiros, participaram do exame por sugestão da mãe. Felipe descreveu a prova como “muito grande e muito complexa”, enquanto Bruno Turazzi, que almeja cursar Direito, reconheceu suas dificuldades em Matemática.
Os resultados dos treineiros não podem ser utilizados para ingresso no ensino superior e serão divulgados após a publicação dos resultados dos participantes regulares.
Enquanto os candidatos realizavam a prova, familiares aguardavam ansiosamente do lado de fora. Geni de Oliveira Penna Matos, que percorreu 50 quilômetros com sua neta Leslianne Lohana de Matos Pereira, expressou sua torcida para que a jovem alcance seu objetivo de cursar Medicina. Darci Pinto de Sousa, pai de Keyse, também aguardava com expectativa o desempenho da filha, que busca uma vaga na faculdade de Medicina.
A partir das 18h, os candidatos puderam sair levando consigo o caderno de questões. Candidatos com tempo adicional aprovado tiveram direito a 60 minutos extras, e aqueles com videoprova em Libras, 120 minutos adicionais.
Participantes que perderam a prova devido a problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas podem solicitar a reaplicação do Enem, com pedidos sendo analisados individualmente. As provas de reaplicação estão agendadas para os dias 16 e 17 de dezembro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br