G1
Compartilhe essa matéria

Rafael Marcell Dias Simões (conhecido como Jaguar), Luiz Henrique Santos Batista (Fofão) e Danilo Pereira Pena (Matemático), foram soltos após serem presos sob suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. Um vídeo divulgado mostra o trio celebrando a liberdade após a decisão.

“A Justiça foi feita”, declarou Matemático nas imagens, ao lado de Fofão, que complementou com um “Graças a Deus”. Jaguar e seus advogados, Adonirã Correia e Abraão Martins, também aparecem no vídeo.

Ruy Ferraz Fontes foi executado em 15 de setembro, após o expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. O inquérito inicial sobre o caso indiciou 12 pessoas por homicídio e/ou organização criminosa.

A investigação apontou que Jaguar, Fofão e Matemático foram indiciados por organização criminosa. Segundo o advogado Adonirã Correia, que representa Jaguar, as investigações concluíram que seus clientes “não têm ligação alguma com a morte do delegado”.

Correia afirmou ter buscado seu cliente, Jaguar, no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) junto com o advogado Abraão Martins. Ele informou que a soltura dos suspeitos ocorreu por volta das 23h de sexta-feira (14), e que o vídeo foi gravado logo em seguida.

No vídeo, o advogado ironizou a declaração do secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que havia apontado Jaguar como um dos atiradores. “A defesa de forma incansável, incontestável, conseguiu juntar as provas nos autos e demonstrar a real veracidade de tudo. Está aqui a prova que foi colhida. O pessoal teve a liberdade almejada e agora todos irão para suas residências”, disse Correia. Jaguar foi levado à Baixada Santista, enquanto Fofão e Matemático permaneceram em São Paulo.

A Polícia Civil solicitou à Justiça a decretação de prisão preventiva ou, ao menos, medidas cautelares aos suspeitos indiciados por organização criminosa, incluindo Jaguar, Fofão, Matemático, Dahesly Oliveira Pires e José Nildo da Silva.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o DHPP concluiu a primeira fase das investigações, com o indiciamento de 12 suspeitos por envolvimento direto e indireto na execução, além da solicitação de suas prisões preventivas pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não se manifestou sobre os motivos da soltura do trio.

Ruy Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil, desempenhando um papel fundamental no combate ao crime organizado e nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante seu período como delegado-geral, ele liderou a transferência de líderes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias.

Fonte: g1.globo.com

Você Também Pode Gostar

Polícia apreende grande quantidade de bebidas lácteas impróprias em avaré

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUma operação da Polícia Civil resultou na apreensão de mais…

Pai e filha morrem em trágico acidente de moto em amparo

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUm pai de 33 anos e sua filha de 15…

Acidente na Zona Sul: Dado Dolabella nega fuga e motorista o acusa

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaO ator Dado Dolabella esteve no centro de uma controvérsia…

Homem é assassinado a tiros no jardim sol nascente, em sorocaba

Compartilhe essa matéria
Compartilhe essa matériaUm homem de 36 anos foi encontrado morto na noite…