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Escondidas em um laboratório em Londres, mãos robóticas de metal negro, com quatro dedos e um polegar articulados, exploram o potencial de um futuro onde robôs auxiliam no cuidado de idosos. A ideia é criar assistentes capazes de realizar tarefas domésticas e oferecer apoio a uma população mundial em rápido envelhecimento.

Pesquisadores e empresas investem em tecnologias que ofereçam apoio físico, companhia e monitoramento para idosos que vivem sozinhos ou com mobilidade limitada. No Reino Unido, a discussão ganha força diante da escassez de cuidadores e do envelhecimento populacional.

O Japão já oferece um vislumbre desse futuro, subsidiando a produção de robôs para casas de repouso há dez anos. Um estudo analisou três tipos de robôs em uso: o HUG, um andador sofisticado que auxilia cuidadores a transferir pacientes; o Paro, uma foca robótica para estimular pacientes com demência; e o Pepper, um robô humanoide que conduz aulas de ginástica.

Contrariando expectativas, a pesquisa revelou que os robôs, muitas vezes, aumentavam a carga de trabalho, exigindo limpeza, recarga e resolução de falhas. Os cuidadores relataram que o HUG atrapalhava a movimentação, o Paro causou apego excessivo em uma residente e o Pepper era difícil de acompanhar devido à altura e voz aguda. Apesar disso, desenvolvedores defendem o uso de robôs no cuidado, afirmando que as próximas gerações serão mais eficientes.

A rede ‘Emergence’ busca conectar fabricantes de robôs a usuários e descobrir as necessidades dos idosos, que incluem interação por voz, aparência amigável e capacidade de se adaptar às necessidades. A Caremark está testando o Genie, um robô ativado por voz, com alguns clientes. As reações são mistas, mas a intenção é complementar o trabalho dos cuidadores.

O desenvolvimento de mãos robóticas ágeis é um desafio crucial. A Shadow Robot Company busca replicar a destreza humana, criando mãos com sensores e capacidade de realizar tarefas complexas. A Advanced Research and Invention Agency (ARIA) apoia pesquisas para projetar robôs mais eficientes, inspirados na graça e eficiência dos movimentos animais.

Na Dinamarca, a Pliantics desenvolve músculos artificiais para robôs, buscando proporcionar um toque mais preciso e delicado. O engenheiro Guggi Kofod, motivado por experiências pessoais com a demência, busca criar sistemas que ajudem os pacientes a viver com dignidade.

O professor Wright alerta que a popularização de robôs pode precarizar o trabalho dos cuidadores, reduzindo salários e padronizando casas de repouso. Outros especialistas são mais otimistas, vislumbrando uma indústria em crescimento diante da escassez de cuidadores. Gopal Ramchurn destaca a importância de regulamentar o uso de robôs para garantir que trabalhem a favor da sociedade. A discussão sobre o futuro dos robôs no cuidado de idosos está em curso, buscando equilibrar tecnologia e bem-estar humano.

Fonte: g1.globo.com

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