Os corpos de dois sargentos da Polícia Militar, vítimas da megaoperação realizada na última terça-feira nos complexos do Alemão e da Penha, serão velados nesta quinta-feira, na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Cleiton Serafim Gonçalves, de 40 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39, exerciam a função de sargentos no Bope. Cleiton deixa esposa e filhos, enquanto Heber era casado e pai de uma filha.
O sepultamento do sargento Heber Carvalho da Fonseca está marcado para as 11h no Cemitério Jardim da Saudade, localizado em Sulacap. Já a cerimônia de despedida do sargento Cleiton Serafim Gonçalves ocorrerá às 16h30 no Cemitério Municipal de Mendes.
Além dos dois sargentos, a operação também resultou na morte de dois policiais civis. Marcus Vinicius Cardoso foi sepultado no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, e Rodrigo Cabral no Memorial do Rio, em Cordovil.
Marcus Vinicius Cardoso, conhecido como Máskara, tinha 51 anos e havia sido promovido ao cargo de comissário da 53ª DP (Mesquita) na segunda-feira anterior. Ele ingressou na polícia em 1999. Um amigo presente na cerimônia destacou a amizade e a falta que sentirá, ressaltando a rotina de oração antes de sair de casa e a aceitação da vontade divina, enfatizando o compromisso de cumprir a missão policial, mesmo diante da incerteza do futuro.
Rodrigo Cabral, por sua vez, tinha menos de dois meses de serviço na Polícia Civil. Ele estava lotado na 39ª DP (Pavuna), delegacia responsável por atuar em uma das áreas com altos índices de violência: os complexos do Chapadão e da Pedreira.
De acordo com informações da Polícia Civil, Máskara e Cabral foram atingidos durante a chegada das equipes ao Complexo do Alemão. A megaoperação resultou em um total de 121 mortes. O governo do estado informou que, além dos policiais, todos os demais falecidos eram criminosos.
Fonte: g1.globo.com