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Uma grande operação policial deflagrada em áreas conflagradas do Rio de Janeiro resultou em um saldo trágico de 64 mortos. A Operação Contenção, que teve como foco os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade, mobilizou toda a tropa da Polícia Militar, inclusive o pessoal administrativo.

Entre as vítimas fatais, foram confirmadas as mortes de dois policiais civis e dois integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, que tombaram em tiroteios ocorridos na área de mata do Complexo do Alemão.

A operação também resultou na prisão de mais de 100 pessoas, incluindo membros de uma facção criminosa originária do Pará, que se encontravam escondidos na cidade. As forças de segurança apreenderam um arsenal considerável, composto por mais de 75 fuzis, além de pistolas e granadas.

Em resposta à ação policial, facções criminosas da cidade ordenaram o fechamento de importantes vias expressas, causando graves transtornos à mobilidade urbana. A Linha Amarela, via crucial que conecta a Barra da Tijuca e Jacarepaguá à Ilha do Governador, foi interditada. A Estrada Salazar Mendes de Morais, adjacente à Cidade de Deus, também foi bloqueada nos dois sentidos. Trechos da Avenida Brasil, extensa via que corta a cidade de ponta a ponta, foram interditados na pista lateral, sentido centro, nas proximidades do Complexo da Maré.

A concessionária Rio-Ônibus informou que mais de 50 coletivos foram utilizados como barricadas em diversos pontos da cidade. Várias ruas de Jacarepaguá, incluindo a Estrada do Gabinal, Estrada dos Três Rios e Avenida Geremário Dantas, também foram obstruídas. A Polícia Militar fechou a Linha Amarela devido a disparos efetuados por criminosos do Morro do Dezoito. No Méier, a Rua Dias da Cruz ficou interditada por mais de 30 minutos. A Avenida Marechal Rondon, no Engenho Novo, também foi bloqueada com ônibus e caçambas de lixo. No sentido oposto, a Rua 24 de Maio foi fechada com ônibus urbanos atravessados na pista.

Durante a operação, criminosos utilizaram drones equipados com bombas, que foram lançadas contra os policiais.

Diante da escalada da violência, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e as unidades estaduais da Faetec suspenderam suas atividades acadêmicas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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