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Ostentação de crimes em redes sociais facilita identificação de suspeitos, afirma polícia em Serrana, interior de São Paulo. A prática, que busca notoriedade no mundo do crime e aumento de seguidores, acabou auxiliando as autoridades na identificação de um grupo suspeito de roubos na cidade.

Um dos adolescentes apreendidos, de 16 anos, é acusado de exibir uma motocicleta roubada em suas redes sociais, acompanhada de legendas desafiadoras direcionadas à polícia. Moradores da cidade compartilharam as publicações, auxiliando a PM na identificação do suspeito.

O tenente da Polícia Militar, Lucas Aguiar de Carvalho, destaca que as postagens, embora busquem aumentar o “status” dos criminosos, acabam se tornando uma ferramenta valiosa para as investigações. “Ao mesmo tempo que traz esses benefícios, entre aspas, para eles, também nos ajuda nas investigações, porque facilita a identificação. Ajuda na investigação, na identificação e, posteriormente, na prisão desses indivíduos”, explicou.

A apreensão ocorreu em um apartamento na região da Rua José Corrêa Filho, onde o adolescente foi encontrado junto com outro menor de idade e dois adultos. Todos foram conduzidos à delegacia sob suspeita de tráfico de drogas, após tentarem fugir e dispensar uma sacola contendo maconha, cocaína e crack.

O adolescente admitiu ter comprado a moto, sabendo que era produto de furto. O veículo foi localizado em uma área de mata às margens da Rodovia Abrão Assed, conforme indicação do próprio suspeito. Apesar de negar participação no furto da moto, o adolescente confessou envolvimento no roubo a uma loja de celulares ocorrido em 30 de outubro. Ele admitiu ser um dos autores do crime, mas alegou não estar armado.

As câmeras de segurança do estabelecimento registraram o assalto, no qual dois indivíduos, mediante ameaça com arma de fogo, subtraíram diversos aparelhos celulares. Um suspeito de participação no crime já havia sido preso na semana anterior, portando armamento semelhante ao utilizado no roubo. O prejuízo causado à loja está estimado em R$ 8 mil.

A Polícia Militar suspeita que o grupo esteja envolvido em diversos outros crimes na região. Todos os envolvidos, incluindo os menores de idade, possuem histórico policial por crimes como roubo, furto, receptação e tráfico de drogas. A Polícia Civil segue investigando a participação de cada um nas ações criminosas praticadas na cidade.

Fonte: g1.globo.com

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