O fechamento de bases da Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba (GCMP) em bairros da cidade tem gerado preocupação entre os moradores. A inatividade das instalações, presente em pelo menos quatro localidades, como Noiva da Colina, Raposo Tavares, Rua do Porto e Vila Rezende, é justificada pela prefeitura devido à falta de efetivo.
Uma inspeção revelou um cenário de abandono nas bases. Vidros quebrados, portões enferrujados, pichações e mato alto são alguns dos problemas encontrados, evidenciando a falta de manutenção e o impacto do fechamento para a comunidade.
Nos últimos dez anos, a GCMP perdeu 86 trabalhadores, representando uma redução de 20% no efetivo. Em 2015, a corporação contava com 424 agentes nas ruas, enquanto em 2025 esse número caiu para 338. Paralelamente, a população de Piracicaba cresceu 16% entre os Censos de 2010 e 2022, passando de 364.571 para 423.323 habitantes.
Moradores relatam a sensação de insegurança com a ausência dos guardas. Um aposentado do Jardim Noiva da Colina lamentou a falta da base, que, segundo ele, trazia segurança para o bairro. Um comerciante da Avenida Raposo Tavares, que possui um estabelecimento próximo a uma base inativa há mais de 20 anos, expressou preocupação com a impossibilidade de contar com o apoio da Guarda em caso de necessidade.
A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes, informou que pretende aumentar o efetivo da Guarda Civil e realizar um estudo para definir o melhor uso das bases desativadas. No caso da base localizada na Avenida Maurice Allin, a área está incluída em um processo de concessão de uso do Parque do Mirante.
Guardas que preferiram não se identificar relataram dificuldades no atendimento de ocorrências, diminuição de inspetorias e a desativação do Pelotão Ciclístico como consequências da redução de agentes. Atualmente, há uma viatura por polo regional da GCMP, o que exige priorização no atendimento de ocorrências simultâneas. Os Polos Regionais, que antes eram seis, foram reduzidos para quatro.
A Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes confirmou a desativação do Pelotão Ciclístico em 2025, alegando uma readequação e qualificação profissional obrigatória dos membros. A pasta informou que o patrulhamento da área central e corredores comerciais, antes realizado pelo Pelotão Ciclístico, será feito por motos e viaturas.
A prefeitura atribui a baixa no efetivo a aposentadorias, falecimentos, exonerações e afastamentos médicos, e afirma que está trabalhando para ampliar o número de agentes. O sindicato da categoria, o Sindiguarda, informou que está em negociação com a prefeitura para aumentar o efetivo.
Fonte: g1.globo.com