© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assegura que a autorização concedida pelo Ibama para a Petrobras prospectar petróleo na Foz do Amazonas foi estritamente técnica, negando influências políticas na decisão. A licença, que permite a perfuração de poços no bloco FZA-M-59, situado na Margem Equatorial brasileira, foi emitida recentemente.

Silva enfatizou que qualquer manifestação política que possa ter ocorrido não afetou o trabalho dos técnicos do Ibama. “A decisão dos nossos servidores do Ibama foi uma decisão técnica. E, se houve qualquer manifestação política, isso não influenciou o trabalho de qualidade que foi feito pelos nossos técnicos”, declarou a ministra.

A ministra destacou o rigor do Ibama, exemplificando com exigências que resultaram em melhorias significativas para a obtenção da licença pela Petrobras. Um dos pontos cruciais foi a base de suporte para a fauna oleada, que inicialmente ficava a uma distância considerada inadequada. O Ibama exigiu a instalação de uma base mais próxima, reduzindo o tempo de transporte dos animais afetados e aumentando as chances de salvamento. “Todas as exigências que o Ibama fez eram altamente necessárias e se não fosse o rigor do Ibama, teria saído uma licença em prejuízo do meio-ambiente e dos interesses do Brasil”, afirmou.

Marina Silva reconheceu a aparente contradição entre a exploração de novas reservas de petróleo e os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, especialmente considerando a proximidade da COP30, que será realizada em Belém. “Existe a contradição que as pessoas levantam e com justa razão. A sociedade está debatendo não só com o Brasil, mas no mundo inteiro. Precisamos sair da dependência do uso de combustível fóssil, porque é isso que está aquecendo a temperatura da Terra”, disse. No entanto, ela ressaltou que a decisão sobre a política energética cabe ao Conselho Nacional de Política Energética, e não ao Ibama.

A ministra também comentou sobre os preparativos para a COP30, mencionando desafios como o cenário geopolítico global e a necessidade de garantir compromissos mais firmes dos países para a mitigação e adaptação climática. Ela expressou o desejo de que a conferência envie uma mensagem forte sobre a emergência climática e a importância do multilateralismo. “O meu sonho para o final da COP 30, é que, ao término, possamos deixar um legado importante para o nosso país. De liderarmos pelo exemplo na agenda do desmatamento, de sermos pioneiros na transição para sair da dependência do combustível fóssil”, concluiu.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br