Quase dez meses após o colapso da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que faz a divisa entre Maranhão e Tocantins, uma carreta carregada com ácido sulfúrico foi finalmente retirada das águas do Rio Tocantins. O incidente ocorreu em dezembro do ano passado, quando a ponte que ligava Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) desabou.
A carreta era um dos sete veículos que caíram no rio durante a tragédia. Ao todo, 14 pessoas perderam a vida e três permanecem desaparecidas.
A complexa operação de remoção da carreta se iniciou no sábado, com o uso de técnicas de reflutuação. Uma equipe de dez mergulhadores utilizou balões com capacidade para suportar até cinco toneladas. Somente na segunda-feira foi possível içar completamente o veículo para fora do leito do rio.
Além da carreta, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) também retirou a parte frontal do caminhão e três recipientes contendo agrotóxicos. Para a operação, foi necessário o uso de geradores, uma lancha, uma balsa de apoio, um guindaste e uma escavadeira.
Entre os veículos que afundaram no Rio Tocantins, três deles transportavam um total de 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de agrotóxicos.
Ainda restam uma carreta completa, uma caminhonete e duas motocicletas submersas no rio. A remoção desses veículos demandará um trabalho de dragagem. Todos os veículos recuperados serão encaminhados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para os procedimentos legais cabíveis.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informaram, em nota conjunta, que análises realizadas na água do rio não indicaram alterações significativas. Segundo os órgãos, a vasta quantidade de água no rio foi suficiente para diluir o ácido sulfúrico, e não foram identificados impactos negativos à fauna local.
A construção de uma nova ponte no local já está em andamento. De acordo com informações, mais de 75% dos trabalhos foram concluídos, e a previsão é que a nova estrutura seja entregue até o final do ano.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br