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Ricardo Galvão, atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e primeiro suplente de Guilherme Boulos (PSOL) na Câmara dos Deputados, declarou que sua ida ao parlamento federal ainda não é certa. A declaração vem após o anúncio de que Boulos deverá deixar seu cargo de deputado para assumir o posto de ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Embora seja o primeiro na linha de sucessão, Galvão explicou que uma série de fatores precisam ser considerados antes de tomar uma decisão definitiva. Segundo ele, um diálogo político com a Rede Sustentabilidade, partido pelo qual foi eleito suplente, é essencial para avaliar a viabilidade e o interesse da legenda em ocupar a vaga.

“Não está definido ainda. Realmente sou o 1º suplente. O Boulos assumindo, o cargo vem pra mim. Agora estamos conversando com a Rede Sustentabilidade. Fui eleito por ela. Isso para decidir se pegamos ou não a vaga. A Rede certamente deve ter interesse. (E eu) certamente irei, mas ainda tem dúvidas”, afirmou Galvão.

Outro ponto que pode influenciar a decisão é a possível volta da ministra Sonia Guajajara ao Congresso Nacional. Caso a ministra retorne ao parlamento, Galvão não assumiria a vaga.

O cientista ressaltou que ainda não foi oficialmente contatado por nenhum representante do PSOL ou pelo próprio Boulos para tratar do assunto. Ele também não estabeleceu um prazo para que a decisão seja tomada.

Ricardo Galvão é um nome de destaque na comunidade científica brasileira. Doutor em física e professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), ele foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre 2016 e 2019. Sua exoneração do Inpe ocorreu após divergências com o então presidente Jair Bolsonaro em relação aos dados sobre o desmatamento na Amazônia.

Em 2019, a revista “Nature” o incluiu em sua lista de 10 cientistas que se destacaram no ano. Em 2021, recebeu um prêmio internacional da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) por sua atuação na defesa da liberdade e responsabilidade científica.

Galvão é formado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense e possui mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas. Além de sua atuação acadêmica, ele também presidiu o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e a Sociedade Brasileira de Física. Em fevereiro de 2023, assumiu a presidência do CNPq. Ele é especialista em física de plasmas e fusão nuclear controlada, e membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências.

Fonte: g1.globo.com

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