© Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nos próximos dias sua viagem a Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7, onde será seu décimo encontro como convidado. Este fórum, que reúne as sete maiores economias do mundo, inclui Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, com a União Europeia atuando como membro institucional.

Agenda do Presidente no G7

A cúpula ocorrerá entre 15 e 17 de junho e, além do Brasil, contará com a presença de líderes de outras nações significativas, como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. O Itamaraty confirmou que Lula participará de três eventos principais durante o encontro, começando com uma sessão de líderes no dia 16, onde ele abordará parcerias internacionais para o desenvolvimento.

Enfoque na Assistência ao Desenvolvimento

Durante seu discurso, Lula deverá enfatizar a necessidade de ampliar a Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), que consiste em repasses financeiros dos países mais industrializados para apoiar o desenvolvimento econômico de nações em situação vulnerável. O embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou a queda significativa nos valores destinados a AOD nos últimos anos, o que gera preocupações em países em desenvolvimento.

Reforma da Governança Global

No dia 17, Lula terá a oportunidade de discutir a necessidade de uma governança global mais eficaz. Ele planeja destacar a importância de reformar instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente já havia manifestado sua intenção de abordar essas questões durante uma reunião ministerial anterior, afirmando que é necessário restaurar a funcionalidade da ONU em vez de desmantelá-la.

Desafios Comerciais com os EUA

Essas declarações de Lula ocorrem em um contexto de tensões comerciais, especialmente após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor a implementação de uma taxa de 25% sobre algumas importações brasileiras. Essa investigação, iniciada durante a administração Trump, alega práticas comerciais desleais do Brasil, incluindo o impacto negativo do sistema de pagamentos Pix sobre empresas de serviços financeiros dos EUA.

Inteligência Artificial em Debate

Outro tema relevante da cúpula será a Inteligência Artificial (IA), com um almoço programado para o dia 17 para discutir suas oportunidades e riscos. O embaixador Gough destacou que o Brasil apresentará sua posição sobre a regulação da IA, um assunto que já está sendo debatido no Congresso Nacional. O projeto de lei em tramitação no Senado estabelece diretrizes para o desenvolvimento ético e seguro da tecnologia, priorizando direitos humanos e valores democráticos.

Expectativas e Conclusões

Embora o Brasil não participe diretamente das negociações dos documentos do G7, sua contribuição será relevante em várias discussões, especialmente nas que envolvem assistência a países vulneráveis e crescimento econômico equilibrado. A presidência francesa do G7 almeja alcançar consenso em sete documentos, abrangendo questões cruciais, incluindo a proteção das crianças e a promoção de um crescimento sustentável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br