© Valter Campanato/Agência Brasil
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O mercado financeiro brasileiro registrou um dia expressivo nesta segunda-feira (13), com o dólar comercial encerrando o pregão abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. Paralelamente, a bolsa de valores, representada pelo Ibovespa, não só se manteve em ascensão como também renovou seu recorde histórico, superando a marca dos 198 mil pontos. Esse cenário otimista, apesar de tensões geopolíticas iniciais, foi impulsionado por declarações diplomáticas e um fluxo robusto de capital estrangeiro.

Dólar Comercial em Queda Livre: Reflexo de Alívio Geopolítico

A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 4,997, representando uma desvalorização de R$ 0,014 ou 0,29%. Essa cotação marca o menor patamar desde 27 de março de 2024, evidenciando uma tendência de enfraquecimento frente ao real. Durante o pregão, o dólar chegou a atingir a mínima de R$ 4,98 por volta das 14h20. No acumulado do mês, a divisa já registra uma queda de 3,51%, e no ano, o recuo alcança expressivos 8,96%.

Reversão de Tendência e Influência Internacional

Inicialmente, o dólar apresentou alta, refletindo as preocupações com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos e as tensões no Oriente Médio. Contudo, a trajetória se inverteu drasticamente na parte da tarde, após o presidente Donald Trump sinalizar a possibilidade de um acordo com o Irã. Essa guinada nas declarações internacionais reverberou no mercado doméstico, aliviando a aversão ao risco. Externamente, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas fortes, também apresentou recuo, corroborando o movimento de desvalorização observado no Brasil.

Euro Também Acompanha a Baixa

O euro comercial não ficou alheio a essa movimentação, fechando o dia vendido a R$ 5,876, com uma leve desvalorização de 0,02%. Essa cotação representa o menor valor para a moeda europeia desde o final de junho de 2024, demonstrando um cenário de enfraquecimento generalizado do dólar no mercado global.

Ibovespa Rompe Barreiras e Alcança Novo Pico Histórico

Em paralelo à queda do dólar, a bolsa brasileira celebrou um dia de conquistas notáveis. O Ibovespa avançou 0,34%, encerrando o pregão aos 198.001 pontos, consolidando um novo recorde histórico. Durante as negociações, o índice chegou a superar os 198.100 pontos, demonstrando força e otimismo no mercado acionário.

Força das Commodities e Influxo de Capital Estrangeiro

O desempenho positivo do Ibovespa foi impulsionado, em grande parte, pelas ações de empresas ligadas a setores de commodities, como mineração e petróleo. Adicionalmente, a entrada contínua de capital estrangeiro no mercado brasileiro desempenhou um papel crucial na sustentação dessa alta. No âmbito mensal, o índice acumula um ganho de 5,62%, enquanto no ano, a valorização atinge expressivos 22,89%.

Mercados Internacionais em Sintonia com o Otimismo

O bom desempenho da bolsa brasileira acompanhou a tendência observada nas bolsas de Nova York, que também reagiram positivamente às sinalizações de distensão geopolítica. O índice Dow Jones registrou alta de 0,63%, o S&P 500 avançou 1,02%, recuperando perdas desde o início do conflito no Oriente Médio, e o Nasdaq, focado em tecnologia, subiu 1,23%. Essa sincronia global reflete a redução da aversão ao risco nos mercados internacionais, alimentada pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Petróleo: Volatilidade e Impacto das Tensões Geopolíticas

Apesar do alívio geral, os preços do petróleo apresentaram volatilidade durante o dia, impulsionados inicialmente pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,6%, alcançando US$ 99,08. Ambas as cotações operaram acima de US$ 100 em grande parte do pregão, mas desaceleraram após as declarações de Trump. A região do Estreito de Ormuz permanece um ponto de atenção para os investidores, dada sua importância estratégica para o fluxo global de petróleo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br