© Agência Petrobras/Divulgação
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O Conselho de Administração da Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (13), a decisão de retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Este movimento estratégico da companhia prevê um investimento estimado em aproximadamente US$ 1 bilhão e marca um passo significativo para o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes.

Um Retorno Estratégico ao Segmento de Fertilizantes

A UFN-III teve suas obras paralisadas em 2015, mas voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras sinalizou seu retorno ao segmento de fertilizantes. A inclusão do projeto no Plano de Negócios 2026-2030 da estatal pavimentou o caminho para a decisão atual. A expectativa é que os trabalhos de construção sejam reiniciados ainda no primeiro semestre deste ano, com a previsão de que a unidade entre em operação comercial em 2029, contribuindo para a autossuficiência do país neste setor vital.

Potencial Produtivo e Tecnologia da Unidade

Quando concluída, a UFN-III terá uma capacidade robusta de produção. O projeto detalha a fabricação de cerca de 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia. Deste total, 180 toneladas de amônia serão consideradas excedentes, ficando disponíveis para comercialização no mercado. A amônia, em particular, é uma matéria-prima essencial não apenas para a indústria de fertilizantes, mas também para o setor petroquímico, diversificando as aplicações da produção da unidade.

Impulso Fundamental ao Agronegócio Brasileiro

A produção da UFN-III será majoritariamente direcionada para os principais polos agropecuários do Brasil, abrangendo os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. A ureia é o fertilizante nitrogenado de maior demanda no país, com um consumo anual que ronda as 8 milhões de toneladas. Este insumo é crucial para diversas culturas agrícolas de grande relevância econômica, como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de ser empregado como suplemento alimentar para ruminantes. A retomada da unidade visa, portanto, suprir essa demanda interna e fortalecer a cadeia produtiva do agronegócio nacional.

A iniciativa da Petrobras não apenas representa um investimento significativo na infraestrutura industrial do país, mas também reafirma o compromisso da empresa em setores estratégicos para o desenvolvimento econômico. Ao retomar a UFN-III, a Petrobras contribui para a segurança alimentar, a redução da dependência de importações de fertilizantes e o fortalecimento de uma das maiores forças econômicas do Brasil: o agronegócio.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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