A Câmara de Ribeirão Preto (SP) rejeitou um processo por quebra de decoro contra o vereador André Rodini (Novo) após um ex-funcionário denunciá-lo por uma fala pejorativa contra pobres em um grupo de WhatsApp. A discussão ocorreu antes da votação das pautas da primeira sessão ordinária de 2026, realizada virtualmente devido a obras na sede do Legislativo.
O Processo de Denúncia
A representação foi feita por Alexandre Meirelles Nogueira, ex-funcionário de Rodini, que alegou que o vereador usou a expressão 'pobre fazendo pobrice' ao se referir a um convite para a comemoração do aniversário do Mercado Municipal, em setembro do ano passado. Rodini defendeu que a fala foi feita em tom de brincadeira, porém, a votação resultou em 16 votos contra 3, negando o pedido e evitando que o caso fosse encaminhado ao Conselho de Ética.
Detalhes da Denúncia
O denunciante alegou que a conduta de Rodini foi discriminatória, citando 'aporofobia', ao comentar a distribuição gratuita de bolo no aniversário do Mercadão Municipal. Ele destacou um diálogo em que o vereador questionou se 'vai ter pobre fazendo pobrice lá pegando bolo com balde'. O ex-assessor afirmou ter advertido o parlamentar sobre a inadequação da fala, mas mesmo assim, o vereador defendeu que o assunto era de interesse exclusivo do gabinete.
Reações e Desdobramentos
Após a votação, Rodini expressou que a denúncia não tinha relevância e poderia prejudicar sua imagem e a dos demais vereadores. Ele também mencionou que a fala não foi direcionada a ninguém em específico e que o denunciante havia sido demitido por baixa produtividade. O vereador argumentou que a tentativa de denúncia visava prejudicá-lo politicamente.
Fonte: https://g1.globo.com