© Lula Marques/Agência Brasil.
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Na tarde desta sexta-feira (21), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6×1. Essa medida representa uma mudança significativa nas regras de trabalho que afetam uma parte considerável da força laboral do país.

Detalhes da Proposta

A proposta, que já recebeu aprovação na Câmara dos Deputados em 27 de maio, sugere a redução da carga horária máxima de trabalho para 40 horas por semana. Além disso, a PEC estabelece que os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, garantindo que essa mudança não implique em diminuição salarial.

Tramitação e Relatoria

O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi designado como relator da proposta na CCJ. O andamento desta emenda foi acelerado após Davi Alcolumbre ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando um comprometimento em destravar questões relevantes que afetam a legislação trabalhista.

Contexto Político

A movimentação em torno da PEC do fim da escala 6×1 não é isolada. Recentemente, empresários manifestaram suas preocupações em relação à proposta, enquanto sindicatos e representantes do governo expressam apoio à medida. Esse embate reflete a complexidade do cenário político e econômico atual, onde diferentes interesses se confrontam na busca por uma legislação mais justa.

Outra Proposta em Análise

Além da PEC que propõe o fim da escala 6×1, a CCJ também recebeu a PEC da Segurança Pública (18/2025), sob a relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Esta proposta, aprovada na Câmara em março, visa reorganizar o sistema de segurança pública, incluindo a destinação parcial da arrecadação das apostas esportivas para os fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

Próximos Passos

Ambas as PECs necessitam da aprovação na CCJ antes de serem encaminhadas ao Plenário do Senado, onde precisarão do apoio de 49 senadores em dois turnos. Caso sejam aprovadas, a promulgação ocorrerá em uma sessão solene do Congresso Nacional, formalizando as mudanças propostas.

Conclusão

A tramitação dessas propostas no Senado marca um momento crucial para a legislação trabalhista e de segurança pública no Brasil. À medida que os debates se intensificam, o futuro das emendas dependerá da articulação política entre os diferentes grupos e da resposta das instituições envolvidas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br