© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Nesta quinta-feira, 13 de outubro, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) desencadeou uma série de operações em diversas comunidades, visando desmantelar as atividades do Comando Vermelho (CV). A ação envolve a mobilização de pelo menos 27 batalhões, além de unidades especializadas do Comando de Operações Especiais (COE).

Áreas Alvo das Ações Policiais

As operações ocorrem em várias localidades, abrangendo a cidade do Rio de Janeiro e municípios da região metropolitana, incluindo São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias e São João de Meriti. Este último grupo de cidades é conhecido como Baixada Fluminense, uma área frequentemente afetada por conflitos entre gangues.

Objetivos das Operações

A iniciativa da PM tem como metas centrais o combate a crimes como roubo de veículos e cargas, a contenção da expansão do CV e o cumprimento de mandados de prisão. Além disso, as operações visam apreender armas e drogas, recuperar veículos roubados e remover barricadas que criminosos instalam para dificultar o acesso das autoridades às comunidades.

Resultados das Ações

Durante as operações, diversos resultados significativos foram alcançados. Na Cidade de Deus, houve um confronto que resultou em dois homens baleados, e a polícia conseguiu apreender uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e drogas. Os feridos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

Prisões e Apreensões

No Quitungo, localizado em Brás de Pina, um homem foi detido sob suspeita de envolvimento na morte do sargento da PM, Marco Antônio Matheus Maia, em dezembro de 2024. Com ele, a polícia confiscou um fuzil AR-10. Além disso, em áreas como o Morro do Andaraí, as operações visam reduzir disputas territoriais que geram temor entre os moradores.

Cenário de Violência na Região Metropolitana

De acordo com dados da ONG Instituto Fogo Cruzado, a Região Metropolitana do Rio registrou 34 tiroteios em julho, o maior número do ano e o dobro do mês anterior. O Complexo do Chapadão, um ponto crítico, viu a remoção de barricadas que serviam como obstáculos para a atuação policial, dada sua proximidade com vias expressas e sua utilização como base por quadrilhas de roubo.

A Violência e suas Consequências

Recentemente, a violência armada ganhou destaque após um incidente trágico em que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais e criminosos. Ela se tornou a milésima vítima de disparos de arma de fogo na região em 2026, conforme dados do Instituto Fogo Cruzado.

Estatísticas Alarmantes

As estatísticas revelam que, até 12 de agosto, houve 537 mortes e 463 feridos devido a disparos de arma de fogo na área metropolitana. Essas informações indicam uma média alarmante de 30 pessoas baleadas por semana, ou quatro por dia, com cerca de metade das vítimas atingidas durante operações policiais. O levantamento também aponta que 63 pessoas foram vítimas de balas perdidas este ano, resultando em 15 mortes e 48 feridos.

Reflexões sobre a Violência Urbana

Carlos Nhanga, coordenador do Instituto Fogo Cruzado, enfatiza que o caso da fonoaudióloga ilustra a abrangência da violência armada, que não se restringe apenas às áreas de confronto, mas também impacta cidadãos comuns em seus deslocamentos diários. Essa realidade ressalta a urgência de soluções eficazes para combater a criminalidade e preservar a segurança pública.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br