© Rovena Rosa/Agência Brasil
Compartilhe essa matéria

Na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, uma paralisação parcial nas linhas de trens 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) causou um colapso no trânsito da cidade de São Paulo. Às 10h23, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou um congestionamento recorde, com mais de 2.125 quilômetros de vias congestionadas.

Impacto nas Regiões da Cidade

A zona sul da capital foi a mais impactada, contabilizando 648 quilômetros de engarrafamento. Na sequência, a zona leste enfrentou 537 km de trânsito intenso, enquanto a zona oeste também sofreu com 507 km. A zona norte e o centro apresentaram, respectivamente, 278 km e 155 km de congestionamento, evidenciando a extensão do problema que afeta diferentes áreas da cidade.

Medidas Adotadas pela Prefeitura

Diante da situação caótica nas ruas, a Prefeitura de São Paulo decidiu cancelar o rodízio de veículos programado para o dia, uma medida que foi anunciada ainda na noite anterior, após a confirmação da greve por parte dos trabalhadores da CPTM. Essa ação visou aliviar a pressão sobre as vias, que já estavam congestionadas devido à interrupção dos serviços de trem.

Plano de Apoio e Alterações nas Linhas

Para minimizar os transtornos causados pela greve, a CPTM implementou o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (PAESE), que consiste na disponibilização de ônibus para atender os passageiros afetados. Contudo, esses ônibus também estão enfrentando superlotação, dificultando ainda mais o deslocamento da população.

Estado das Linhas de Trem

Atualmente, a linha 11-Coral opera de forma parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto as demais estações paralisadas contam com apoio do PAESE. A linha 12-Safira tem trens circulando entre Brás e Engenheiro Goulart, com o restante do percurso sendo atendido pelo mesmo plano de emergência. Já a linha 13-Jade permanece completamente parada, também com ônibus do PAESE disponíveis nas estações.

Conclusão

A greve nas linhas da CPTM evidencia não apenas os desafios enfrentados pelos usuários do transporte público, mas também a necessidade de soluções efetivas para melhorar a mobilidade urbana em São Paulo. Enquanto as medidas de emergência são implementadas, a população continua a lidar com as consequências do congestionamento e da interrupção dos serviços de trem.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br