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Recentemente, um estudo do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI) revelou que apenas três estados brasileiros — Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Sul — possuem planos decenais efetivos para combater o trabalho infantil. Nos restantes 24 estados e no Distrito Federal, os planos estão vencidos, em elaboração, aguardando publicação ou não existem.

Importância dos Planos Estaduais

Os planos estaduais são fundamentais para estabelecer diretrizes claras e responsabilidades entre os órgãos governamentais, além de definir metas e promover a articulação entre diferentes áreas. Esta estrutura é essencial para garantir os direitos das crianças e adolescentes e para a efetiva erradicação do trabalho infantil.

O Papel da Sociedade Civil e da Política

Katerina Volcov, secretária executiva do FNPETI, enfatiza que a elaboração dos planos nos três estados que os possuem é resultado de um alinhamento entre a vontade política do governo e a mobilização da sociedade civil. Essa interação tem sido crucial para o sucesso das iniciativas contra o trabalho infantil.

Desafios na Implementação dos Planos

O estudo também aponta que muitos estados enfrentam barreiras significativas que dificultam a implementação de políticas de combate ao trabalho infantil. Entre os obstáculos identificados estão a falta de prioridade política, a baixa articulação entre as secretarias e a escassez de apoio governamental, além do enfraquecimento da sociedade civil organizada.

Consequências da Falta de Planos Vigentes

A ausência de um plano ativo tem repercussões diretas sobre as crianças e adolescentes. Isso resulta em sua invisibilidade, ações descentralizadas e ineficazes, além da incapacidade de responder adequadamente às diversas formas de trabalho infantil que persistem em diferentes regiões.

A Necessidade de Monitoramento e Avaliação

Um dado alarmante do levantamento é que 76,9% dos fóruns estaduais relatam dificuldades em monitorar a eficácia das ações existentes. A falta de um acompanhamento contínuo compromete a atualização dos planos e a definição de indicadores que poderiam guiar a implementação de políticas mais eficazes.

Propostas para Fortalecer as Políticas de Combate ao Trabalho Infantil

Volcov sugere que as políticas de enfrentamento ao trabalho infantil sejam institucionalizadas como uma prioridade de Estado, com respaldo legal e orçamentário. Essa abordagem garantiria a continuidade das iniciativas, independentemente de mudanças administrativas ou políticas.

Integração e Controle Social como Chaves para o Sucesso

A secretária executiva do FNPETI defende que a integração entre diferentes setores, como saúde, educação e justiça, é essencial para um combate eficaz ao trabalho infantil. Além disso, a atuação da sociedade civil é crucial para o monitoramento e o controle social das políticas implementadas.

Em suma, a luta contra o trabalho infantil no Brasil exige não apenas planos estruturados, mas também um compromisso contínuo por parte do governo e da sociedade civil. Somente com esforços conjuntos será possível avançar na erradicação desse problema e garantir um futuro mais seguro para as crianças e adolescentes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br