© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Ministério Público Federal (MPF) desempenhou um papel crucial na inclusão de 354 candidatos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em processos seletivos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa ação visa assegurar que esses indivíduos possam concorrer às vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD) nos concursos para os cargos de agente de pesquisas e mapeamento, bem como supervisor de coleta e qualidade.

A Investigação e a Discriminação Técnica

A procuradora da República, Marina Filgueira, deu início a uma investigação após receber uma reclamação de um candidato com TEA cuja inscrição na categoria PCD foi negada. A justificativa para a recusa se baseou na falta de indicação da data de início do transtorno em seu laudo médico, uma exigência específica prevista no edital do concurso. O MPF considerou essa condição como uma barreira que não levava em conta as peculiaridades do desenvolvimento neurológico, caracterizando um ato discriminatório.

Intervenção do MPF e Reconhecimento de Erros

Para proteger os direitos dos candidatos, o MPF interveio junto ao IBGE e à Fundação Getulio Vargas (FGV), a entidade responsável pela organização do certame. Após as gestões, a FGV admitiu a falha nas cláusulas que restringiam a participação e anunciou a publicação das listas de candidatos que haviam sido indevidamente excluídos.

Resultados e Impacto da Ação

Como resultado, os 354 candidatos foram reintegrados às listas oficiais de inscritos na condição de PCD em dois certames diferentes. A procuradora Filgueira destacou a eficácia dos mecanismos de tutela coletiva, que permitiram a resolução do conflito sem a necessidade de uma ação judicial. Essa abordagem não apenas evitou a judicialização do caso, mas também garantiu a continuidade do cronograma dos concursos.

Conclusão e Publicação das Inclusões

Os atos que formalizam a reclassificação dos candidatos já foram publicados em portais oficiais da FGV. A ação do MPF não só reforça a importância da inclusão e da não discriminação em processos seletivos, mas também representa um avanço significativo na luta pelos direitos das pessoas com deficiência, assegurando que todos tenham a oportunidade de participar plenamente da vida profissional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br