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Anualmente, aproximadamente 30 mil crianças nascem no Brasil com malformações cardíacas, conforme dados do Ministério da Saúde. No Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de agosto, especialistas ressaltam a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos adequados para melhorar a qualidade de vida dessas crianças.

Desigualdade no Acesso ao Diagnóstico

A coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, observa que o acesso ao diagnóstico de cardiopatias congênitas varia significativamente entre as regiões do Brasil. Enquanto a Região Sudeste apresenta melhores condições, a Região Norte ainda enfrenta desafios nesse aspecto. No entanto, a médica nota uma tendência de melhora geral no diagnóstico e tratamento dessas condições.

O Que São Cardiopatias Congênitas?

As cardiopatias congênitas são malformações do coração que ocorrem durante a formação fetal. Renata Mattos explica que essas condições podem variar em gravidade e incluem uma ampla gama de problemas. Estima-se que cerca de 1% das crianças nascidas vivas no mundo apresentem algum tipo de cardiopatia, com 30% delas necessitando de cuidados imediatos na infância.

Diagnóstico Fetal e Planejamento do Parto

O diagnóstico de cardiopatias durante a gestação pode permitir intervenções, embora na maioria das vezes, o foco seja o planejamento do parto. Quando uma condição é identificada, o nascimento deve ocorrer em um local que possua UTI neonatal, possibilitando intervenções como cirurgias ou cateterismos logo após o parto, quando necessário.

Sinais de Alerta Após o Nascimento

Após o nascimento, é crucial que os familiares fiquem atentos a sinais que possam indicar problemas cardíacos. Durante as consultas pediátricas, é importante monitorar o crescimento e ganho de peso da criança. Dificuldades em ganhar peso, cansaço ao mamar ou respiração acelerada são indícios que devem ser avaliados com atenção.

Sintomas em Crianças Mais Velhas

Além dos sintomas observáveis em bebês, crianças mais velhas podem apresentar queixas como dor no peito ou palpitações, que podem ser indicativas de arritmias. A coloração arroxeada na ponta do nariz ou nos lábios também é um sinal de alerta importante, associado a problemas de oxigenação do sangue.

Perspectivas de Vida Normal

Embora algumas cardiopatias congênitas exijam múltiplas cirurgias ao longo da vida, muitas podem ser tratadas com um único procedimento. Renata Mattos enfatiza que, com o diagnóstico adequado, as chances de uma vida normal são significativamente aumentadas. Com um acompanhamento médico apropriado, pacientes com cardiopatias estão vivendo mais e levando uma vida ativa, incluindo a prática de esportes.

Caso de Sucesso: Nathan Senna Alves

Nathan Senna Alves, que foi diagnosticado com uma forma grave de cardiopatia congênita ao nascer, é um exemplo de superação. Encaminhado para a Pró Criança Cardíaca, uma instituição que atende crianças com essa condição, Nathan passou por três cirurgias e hoje vive de forma ativa e saudável, desafiando as expectativas iniciais sobre sua condição.

Conclusão

O diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida às crianças afetadas. Com o aumento do acesso a cuidados especializados e a conscientização sobre os sinais a serem observados, é possível proporcionar um futuro mais saudável e promissor para essas crianças, que podem, assim, desenvolver plenamente suas potencialidades.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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