© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Na última terça-feira, 19 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por meio do ministro Edson Fachin, presidente da corte, retirar um pedido de destaque que poderia levar à revisão de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com essa medida, foi restabelecida a rejeição de um recurso referente à chamada 'revisão da vida toda', que busca recalcular aposentadorias com base nas contribuições realizadas ao longo da vida do trabalhador.

Decisão do STF em Contexto

O julgamento virtual que ocorreu entre os dias 1 e 11 de maio deste ano resultou em uma clara posição da maioria dos ministros, que, por 7 votos a 1, rejeitaram um quarto embargo de declaração apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). A decisão foi proferida na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111, que discutia a possibilidade de revisão das aposentadorias com base em contribuições anteriores a 1994.

Posição dos Ministros

Durante o julgamento, o relator, ministro Nunes Marques, defendeu que o recurso era meramente protelatório e que o tema já havia sido amplamente discutido em decisões anteriores do STF, que já havia negado, em várias ocasiões, o direito à revisão da vida toda. A votação contou com o apoio dos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Apenas o ministro Toffoli votou a favor dos aposentados, propondo a revisão para aqueles que buscaram a Justiça entre 2019 e 2024.

A Luta dos Aposentados

Os aposentados e sindicatos defendem a revisão da vida toda como um direito fundamental, argumentando que as regras de transição impostas pelas reformas previdenciárias anteriores causaram prejuízos significativos. Eles pleiteiam um recálculo que leve em consideração todas as contribuições feitas ao longo da vida, enfatizando que muitos trabalhadores foram penalizados devido a legislações que excluíram contribuições anteriores a 1994.

Mudanças de Rumo nas Decisões do STF

Em 2022, o STF havia concedido uma vitória aos aposentados ao julgar um recurso extraordinário que estabelecia uma repercussão geral sobre o tema. No entanto, em 2024, o plenário reverteu essa decisão em duas ADIs, validando a aplicação das regras de transição que excluíam contribuições anteriores a 1994. Isso resultou em uma clara mudança de rumo na jurisprudência da corte em relação aos direitos dos aposentados.

Consequências das Decisões Recentes

A CNTM, que buscava garantir o direito à revisão para aposentados que recorreram à Justiça entre 2019 e 2024, viu seu último recurso ser rejeitado. Essa decisão se alinha com outra negativa ocorrida na semana anterior, referente ao RE 1.276.977, consolidando a jurisprudência sobre o assunto e fechando as portas para novos recursos sobre a revisão das aposentadorias do INSS.

Com essas deliberações, o STF reafirma sua posição sobre a revisão da vida toda, o que gera uma significativa repercussão para os aposentados que buscam justiça em relação às suas aposentadorias, perpetuando um debate que promete continuar nos próximos anos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br