© Robert Sforza/Divulgação
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O projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), desenvolvido pelo Instituto Tecnológico da Vale (ITV), está avançando em uma nova fase que visa a identificação da fauna marinha na Bahia. Utilizando amostras de água coletadas em reservas extrativistas do sul do estado, a iniciativa busca um entendimento mais profundo da biodiversidade local.

Técnica Inovadora de DNA Ambiental Metabarcoding

Os pesquisadores implementam uma técnica moderna chamada DNA Ambiental metabarcoding, que possibilita a identificação simultânea de diversas espécies a partir de amostras de água. Essa abordagem inovadora permite uma análise mais abrangente do ecossistema marinho, utilizando informações genéticas deixadas por diferentes organismos.

Colaboração e Metodologia da Pesquisa

A coordenação do projeto está a cargo do Centro Tamar, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e as Reservas Extrativistas de Corumbau e Cassurubá. Durante o projeto-piloto, amostras de água foram coletadas em 20 pontos na Reserva Extrativista de Corumbau e em 10 na Reserva de Cassurubá, levando em conta fatores como espécies de interesse e áreas de pesca.

Processo de Coleta e Análise de Dados

As amostras foram obtidas em março e passaram por um processo de filtragem e conservação antes de serem enviadas ao laboratório do ITV em Belém, onde o DNA será isolado e sequenciado. Este procedimento visa não apenas mapear a fauna marinha, mas também detectar espécies ameaçadas e invasoras nas áreas protegidas.

Foco nas Espécies de Interesse e Ameaçadas

Entre os organismos a serem monitorados estão peixes e invertebrados de relevância social e econômica, como os budiões, que estão ameaçados de extinção. O projeto também se dedicará a mapear as principais espécies alvo da pesca, incluindo peixes recifais, camarões e caranguejos, além de espécies exóticas como o peixe-leão.

Vantagens do DNA Ambiental

Uma das grandes vantagens do uso do DNA ambiental é a possibilidade de identificar diversas espécies sem a necessidade de captura. Essa abordagem não invasiva facilita o estudo da biodiversidade, complementando métodos tradicionais e permitindo a detecção de espécies raras ou com hábitos difíceis de observar.

Facilidade na Coleta e Aplicações Futuras

A coleta de DNA ambiental pode ser realizada a partir de várias fontes, como água, solo e ar, o que torna a técnica acessível e prática. Os pesquisadores enfatizam que não é necessário um conhecimento técnico complexo para a coleta, bastando seguir protocolos específicos. Essa metodologia promete revolucionar o monitoramento da biodiversidade nas unidades de conservação federais.

Conclusão

O projeto GBB representa um avanço significativo na conservação da biodiversidade marinha da Bahia. Ao integrar tecnologia de ponta com práticas de coleta não invasivas, a iniciativa não apenas ampliará o conhecimento sobre a fauna local, mas também contribuirá para a preservação de espécies ameaçadas e para a gestão sustentável dos recursos marinhos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br