Agência Brasil
Compartilhe essa matéria

Nesta quinta-feira (23), estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocuparam as ruas próximas ao campus Butantã em um ato de protesto reivindicando a melhoria das políticas de permanência estudantil. A manifestação, organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP), focou em demandas urgentes relacionadas à alimentação, moradia e ao aumento das bolsas estudantis, pilares essenciais para a continuidade dos estudos na instituição.

Greve Abrangente e Demandas Específicas

A mobilização estudantil não é isolada, mas sim a continuidade de uma greve iniciada em 15 de maio. As reivindicações centrais incluem o fim dos cortes no programa de bolsas, a ampliação das vagas em moradias estudantis e a solução para problemas no fornecimento de água. A adesão à paralisação é significativa, com mais de 120 cursos em pelo menos cinco dos dez campi da USP já tendo aderido à causa.

Apoio dos Funcionários e Críticas à Gestão

O movimento estudantil encontra eco entre os funcionários da universidade, que também cruzaram os braços. A paralisação do corpo técnico-administrativo abrange a luta contra perdas salariais, a oposição a políticas de terceirização e a denúncia da precarização do atendimento nos restaurantes universitários, além de apontar más condições sanitárias. Essa convergência de interesses demonstra um descontentamento generalizado com a gestão da USP.

Orçamento e Prioridades em Debate

Júlia Urioste, coordenadora-geral do DCE Livre da USP e estudante de Artes Cênicas, expressou a frustração com o discurso da universidade sobre a falta de recursos. "A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para permanência estudantil", afirmou, questionando as prioridades orçamentárias da reitoria e ressaltando a necessidade de alocação de verbas para as necessidades básicas dos estudantes.

Próximos Passos e Negociações

Como parte das estratégicas de pressão, os estudantes buscam a abertura de uma mesa de negociações formal com a reitoria da USP, visando um diálogo direto e a busca por soluções concretas. Uma nova mobilização está prevista para a manhã desta sexta-feira (24), com manifestações agendadas para ocorrer dentro do campus Butantã, direcionadas especificamente à reitoria, intensificando a cobrança por respostas e ações efetivas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br