G1
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O cenário político no Tocantins passa por uma intensa movimentação no primeiro escalão do governo estadual. Em um lapso de apenas uma semana, o Executivo registrou um total de 11 exonerações, sinalizando uma reestruturação significativa. A mais recente e notória saída foi a de Ubiratan Carvalho Fonseca, titular da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), que formalizou seu pedido de desligamento da gestão.

A Saída do Titular da Secihd

A formalização da saída de Ubiratan Carvalho Fonseca da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional foi oficializada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira, 2 de maio. Até o momento da publicação, o documento não detalha quem será o responsável por assumir a pasta, que agora se encontra sem um comando definido em meio a este período de transição.

Um Quadro de Múltiplos Desligamentos no Executivo

A exoneração de Ubiratan Carvalho Fonseca não é um caso isolado, mas parte de um movimento mais amplo de desligamentos que tem marcado a administração tocantinense. Na quarta-feira, 1º de maio, o governo já havia anunciado a saída de outros oito membros do primeiro escalão, para os quais novos gestores foram imediatamente nomeados. Além desses, outras figuras de alto perfil também deixaram suas funções a pedido, incluindo o Comandante-Geral da Polícia Militar do Tocantins, Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, e o secretário extraordinário de Ações Governamentais, Lázaro Botelho Martins, ambos importantes nomes que contribuíram para a contagem total de 11 desligamentos em poucos dias.

Impulsionados pelo Calendário Eleitoral

A série de exonerações no governo do Tocantins está diretamente ligada ao cumprimento do calendário eleitoral. Os desligamentos ocorrem antes do prazo-limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a desincompatibilização, que exige que membros do Executivo que desejam concorrer a cargos nas próximas eleições deixem suas funções de gestão. Essa medida visa garantir a igualdade de condições entre os candidatos, evitando o uso da máquina pública em benefício próprio, e anualmente provoca uma reorganização nos quadros administrativos estaduais e municipais.

A intensa movimentação nos cargos de secretariado e de alta gestão sinaliza não apenas uma preparação para o próximo pleito eleitoral, mas também uma reconfiguração da estrutura administrativa do estado. As saídas e as subsequentes nomeações de novos gestores prometem redefinir o panorama da governança tocantinense nos próximos meses, à medida que o governo se adapta a estas mudanças significativas em seu quadro de lideranças.

Fonte: https://g1.globo.com