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Um temporal de proporções significativas atingiu a cidade de Leme, no interior de São Paulo, na noite da última quarta-feira (1º), deixando um rastro de destruição e colocando a Defesa Civil em alerta máximo. Com um volume pluviométrico impressionante de 116 milímetros registrado em poucas horas, a intensidade da chuva provocou a queda de estruturas, o transbordamento de um córrego e uma série de transtornos que afetaram residências e estabelecimentos comerciais por toda a cidade.

Estragos Estruturais e Ação da Defesa Civil

A violência da água causou a queda de parte do muro da Escola Estadual Newton Prato, localizada no bairro Bela Vista. Apesar do incidente, a instituição de ensino assegurou que suas atividades não foram comprometidas e seguem normalmente, sem o registro de feridos. Paralelamente, a força da correnteza também derrubou trechos do muro de proteção de um córrego na Avenida João Arrais Seródio Filho, resultando na imediata interdição do local pela Defesa Civil de Leme.

O coordenador municipal da Defesa Civil, Márcio Eduardo Gomes, descreveu o início do fenômeno por volta das 19h, ressaltando que, embora as ocorrências tenham sido pontuais, elas são características de um evento climático de tal magnitude. A prontidão da equipe foi fundamental para gerenciar os primeiros atendimentos e avaliar os danos mais urgentes.

O Drama das Inundações: Comércios e Moradias Afetados

Além dos danos estruturais visíveis, a enchente castigou severamente casas e estabelecimentos comerciais em diversas regiões de Leme. Os bairros Jardim Shangrilá, Jardim Itamaraty e Jardim Ariana, assim como o Centro da cidade, foram especialmente atingidos pela invasão de água e lama, deixando um cenário de prejuízos e desespero para os moradores e comerciantes.

O comerciante Carlos Ernesto Zácaro, proprietário de uma oficina, é um dos que enfrentam a dolorosa tarefa de reconstrução. Com mais de 26 anos de atividade no mesmo local, ele estima ter acumulado mais de R$ 100 mil em perdas ao longo dos anos devido a eventos semelhantes. Zácaro enfatiza que o maior desafio não é apenas o valor financeiro, mas o exaustivo trabalho de reorganizar e limpar o espaço após cada inundação, que 'fica uma loucura'.

A situação é igualmente dramática para o aposentado Claudio Carlos da Silva, que lamentou ter vivenciado o mesmo problema no ano anterior. Ele descreveu a rapidez da inundação: 'Foi rápido, não demorou nem dois minutos e encheu tudo de água'. A preocupação maior foi com as crianças, que começaram a gritar, forçando a família a levantar móveis e tentar salvar pertences, mas 'um monte de coisa estragou, prejuízo grande', desabafou.

Leme se Recupera e Enfrenta Desafios Recorrentes

Com os primeiros raios de sol após a tempestade, Leme inicia o processo de avaliação completa dos estragos e a árdua tarefa de limpeza e reparação. A recorrência de enchentes, como relatado pelos moradores, sinaliza um desafio contínuo para a infraestrutura da cidade e para a segurança de seus habitantes e patrimônio. A resiliência da comunidade é testada a cada evento, enquanto a necessidade de soluções de longo prazo para a gestão de águas pluviais se torna cada vez mais evidente.

Fonte: https://g1.globo.com

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