© Valter Campanato/Agência Brasil
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Em um trágico contraste com as celebrações e protestos do Dia Internacional da Mulher, o estado de São Paulo registrou um feminicídio brutal na noite de domingo, 8 de março, na capital paulista. O crime ocorreu no mesmo dia em que mulheres de todo o Brasil foram às ruas, reforçando a luta contra a violência de gênero, um problema que, conforme dados recentes, atinge níveis alarmantes na região.

Tragédias na Capital e no Litoral Paulista

Na zona leste da capital, uma mulher de 44 anos foi vítima de esfaqueamento perpetrado por seu companheiro. A Polícia Militar, acionada para atender a ocorrência, encontrou a vítima com ferimentos graves e a encaminhou ao Hospital Geral de São Mateus, mas ela não resistiu. Posteriormente, o agressor se apresentou voluntariamente a um batalhão da PM, sendo detido e encaminhado à 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Mateus para as providências legais cabíveis.

Ainda no mesmo fim de semana, um incidente semelhante abalou a cidade de Praia Grande, no litoral paulista. Na manhã de sábado, 7 de março, a Polícia Militar foi chamada para averiguar um caso de briga de casal e disparos de arma de fogo. No local, encontraram uma mulher de 40 anos ferida, que, apesar do atendimento pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), faleceu. O agressor, um homem de 46 anos, foi preso em flagrante, e as autoridades apreenderam a arma utilizada no crime e uma motocicleta empregada na tentativa de fuga. O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.

Escalada Preocupante dos Feminicídios no Estado

Os recentes episódios de violência fatal contra mulheres se inserem em um contexto de crescimento alarmante de feminicídios em todo o estado de São Paulo. De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o ano de 2023 registrou o maior número de vítimas desde o início da série histórica, que começou em 2018.

Ao longo do ano passado, 270 mulheres foram assassinadas em decorrência de seu gênero, representando um aumento significativo de 6,7% em comparação com as 253 vítimas contabilizadas em 2022. Esses dados, publicamente disponíveis no site da SSP, evidenciam uma tendência preocupante e a persistência da violência contra a mulher, apesar dos esforços de conscientização e combate.

A Urgência na Luta Contra a Violência de Gênero

Os feminicídios registrados na capital e no litoral paulista, ocorrendo em datas tão simbólicas e em um cenário de estatísticas crescentes, reforçam a urgência de ações mais robustas e coordenadas para combater a violência de gênero. A sociedade e as autoridades são constantemente desafiadas a fortalecer mecanismos de proteção, garantir a punição dos agressores e promover uma mudança cultural profunda que erradique a misoginia e a desigualdade que alimentam esses crimes hediondos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br