O policial militar Leandro Machado da Silva e os comparsas Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes foram condenados a 30 anos de prisão cada um pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024. Crespo foi morto com mais de 10 tiros no centro do Rio, em frente ao escritório do qual era sócio, a poucos metros da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).
Julgamento e Teses Apresentadas
O tribunal do júri acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro durante o julgamento que durou dois dias e terminou na noite de sexta-feira. Foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, relacionado à atuação profissional da vítima, que teria contrariado interesses de uma organização criminosa ligada a jogos de apostas online.
Detalhes do Crime
Os criminosos agiram de emboscada e utilizaram recursos que dificultaram a defesa de Crespo. Investigações indicaram que o crime foi precedido por um monitoramento da rotina do advogado. Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu que o assassinato visava garantir a execução e vantagens de outros crimes relacionados à exploração ilegal de jogos de azar, atribuídos aos denunciados e a membros de uma organização criminosa.
Relação com o Contraventor Adilsinho
Os réus mantinham ligação com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, investigado por atividades ligadas ao jogo do bicho. O MPRJ sustentou que o crime tinha o intuito de intimidar possíveis concorrentes no mercado ilegal de apostas, já que Crespo planejava investir em um sporting bar em Botafogo com apostas esportivas e máquinas caça-níqueis conectadas à internet, o que poderia afetar os interesses da organização criminosa atuante na região.