A 2ª Conferência Nacional do Trabalho (CNT) encerrou suas atividades em São Paulo, com a divulgação da declaração final. O documento destaca a importância do diálogo entre empregados e empregadores, a modernização produtiva, a garantia de salários dignos, um ambiente democrático e a defesa da soberania. Além disso, ressalta a necessidade de adaptação rápida do setor produtivo diante das transformações tecnológicas e reconfiguração das cadeias globais de produção.
Direitos e Ambiente de Trabalho
O melhor cenário para o progresso coletivo, segundo a declaração, é uma sociedade inclusiva, democrática e livre de discriminações. Isso inclui salários que garantam condições de vida dignas, acesso à educação de qualidade e uma legislação que atenda às aspirações dos trabalhadores, empresas e empreendedores. A conferência destaca a importância de um ambiente que proporcione segurança e competitividade para as empresas, além de oportunidades de qualificação profissional para jovens e trabalhadores.
Diretrizes e Desafios
O documento elenca diretrizes fundamentais, como a inclusão na intermediação de mão de obra, a ampliação e integração de políticas de qualificação profissional, a proteção social integrada e o fortalecimento de fundos como o FAT e o FGTS. A modernização das relações de trabalho é apontada como essencial para o desenvolvimento do país, visando maior produtividade e competitividade global.
Desafios Futuros e Negociações
A conferência ressalta a necessidade de novos encontros para discutir questões como a jornada de trabalho e o trabalho intermediado por aplicativos. Temas como trabalho informal, novas modalidades de trabalho, fortalecimento sindical e negociação coletiva também são apontados como necessários para modernizar as relações de trabalho e garantir segurança jurídica.