O Brasil registrou em janeiro deste ano 437 mil hectares de área queimada, sendo 36% menor do que em 2025 e 58% menor do que em 2024. Apesar do dado positivo, alguns biomas como Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica apresentaram crescimento de fogo, de acordo com os dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas.
Aumento de fogo em biomas específicos
Segundo a coordenadora técnica do MapBiomas Fogo, Vera Arruda, os aumentos observados em alguns biomas servem de alerta, especialmente por ocorrerem em um mês que geralmente registra menos incêndios devido ao período chuvoso no Brasil.
Durante o primeiro mês do ano, a Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pampa foram atingidos pelo fogo, com destaque para o crescimento nas áreas de Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga em comparação com 2025.
Vegetação nativa e áreas modificadas
A maior parte da área queimada em janeiro, 66,8%, foi de vegetação nativa, com formações campestres, campos alagados e florestas sendo mais afetadas. Já entre as áreas modificadas por atividades humanas, as pastagens representaram 26,3% do total queimado.
Amazônia lidera em extensão queimada
Em extensão, a Amazônia foi o bioma mais impactado em janeiro, com uma área nove vezes maior atingida pelo fogo em relação ao Pantanal. Roraima se destacou com 156,9 mil hectares queimados, devido ao 'verão roraimense' entre dezembro e abril, aumentando a vulnerabilidade ao fogo em formações campestres e áreas abertas.
O pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Felipe Martenexen, explicou que a sazonalidade invertida em Roraima contribui para a prevalência do fogo no estado. Maranhão e Pará também tiveram áreas significativas queimadas em janeiro.