© Jean Barreto/ Divulgação
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A doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), apaixonada por histórias em quadrinhos (HQ) desde a infância, realizou um estudo sobre como as graphic novels podem ser ferramentas poderosas para provocar reflexões sobre questões étnico-raciais na formação de futuros professores do Curso Normal, contribuindo para a educação antirracista.

O Potencial Transformador das Graphic Novels

As graphic novels são HQs que contam histórias completas, combinando imagens e textos mais longos. Acreditando no poder das HQs para atrair as pessoas para o debate racial, Fernanda Pereira da Silva decidiu investigar como essas obras poderiam influenciar a formação inicial de professores do ensino fundamental.

A Importância da Educação Antirracista

Ao se deparar com a ausência de discussões sobre racismo em sua formação acadêmica, Fernanda sentiu a necessidade de abordar essa questão. A falta de abordagem sobre o tema ao longo de sua vida a fez perceber a importância de trazer a discussão antirracista para dentro das salas de aula, especialmente no contexto da formação de novos professores.

A Pesquisa de Campo e suas Constatações

No Colégio Estadual Júlia Kubitschek, Fernanda realizou um trabalho com alunos majoritariamente negros do ensino médio. Ela observou que as escolas abordam o tema do racismo apenas no mês da Consciência Negra, enquanto os alunos enfrentam situações de discriminação diariamente. A pesquisa revelou que a Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros.

A Intervenção Através das HQs

Fernanda propõe diversas formas de abordar o racismo, incluindo a utilização de HQs para apresentar histórias relevantes, como a de Carolina Maria de Jesus, e promover a educação antirracista. Sua pesquisa buscou preparar futuros professores para lidar com questões étnico-raciais em sala de aula, visando uma educação mais inclusiva e consciente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br