Milhares de foliões se reuniram no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, para participar da celebração do bloco Divinas Tretas neste domingo de carnaval. O coletivo, um dos 55 blocos responsáveis por animar o dia dos cariocas, tem sua origem no antigo bloco Toco-Xona, o primeiro bloco LGBTQIA+ da cidade, criado em 2007 e renomeado em 2022 após a pandemia de covid-19.
A diversidade musical e a atmosfera acolhedora
A programação musical do bloco Divinas Tretas é uma fusão de ritmos brasileiros que incluem samba, axé, piseiro e até pitadas de rock, proporcionando uma experiência plural aos participantes. A cantora Karol Gomes, integrante da banda, destaca a importância de tocar músicas que elevem o astral do público, enquanto Thaissa Zin, produtora executiva do bloco, ressalta a representatividade de artistas nacionais e internacionais nas escolhas musicais.
Ambiente inclusivo e seguro
Durante a apresentação do bloco Divinas Tretas, a DJ Laís Conti e a banda se unem para oferecer um ambiente acolhedor e diversificado. A DJ destaca a importância de sua seleção de músicas ser democrática e envolvente, enquanto os depoimentos de foliãs como Letícia de Almeida Lopes e Thaísa Galvão ressaltam a sensação de segurança e liberdade proporcionada pelo evento, livre de julgamentos e assédio.
Conscientização e memória
Além da festa, o bloco Divinas Tretas aproveitou a oportunidade para conscientizar o público sobre o julgamento dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Torres. Leques foram distribuídos com informações sobre o julgamento que ocorrerá no Supremo Tribunal Federal, envolvendo diversas figuras, incluindo o conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão e o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, entre outros, todos presos preventivamente.