A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça paulista a prisão temporária dos três empresários donos da academia C4 Gym, na Zona Leste, onde uma professora morreu no último final de semana, após a usar a piscina da unidade.
Empresários dificultam investigações
Segundo o delegado que investiga o caso, os empresários têm dificultado as investigações do caso e até agora não apresentaram alguns documentos solicitados pelas autoridades. Ficou comprovado que houve tentativa de ocultar informações para encobrir a responsabilidade pelo tratamento da piscina, que era de responsabilidade do manobrista Severino, que seguia ordens de um dos sócios via whatsapp.
Indiciamento e depoimentos
Os três sócios foram indiciados por homicídio com dolo eventual. A polícia alega que o piscineiro Severino apenas seguia ordens do sócio responsável técnico pela piscina. Os empresários estão sendo ouvidos pela polícia no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), acompanhados de advogados.
Manipulação inadequada de produtos químicos
As autoridades suspeitam que a manipulação inadequada de produtos químicos na piscina tenha provocado a liberação de gases tóxicos, levando à morte da professora Juliana Faustino Bassetto. Um ex-professor de natação da academia também relatou problemas no tratamento da água, como irritação na pele e incômodo para respirar.
Depoimento do manobrista
O manobrista responsável pela manutenção da piscina afirmou à polícia que o proprietário da academia ligou para ele alertando sobre as investigações. Há indícios de que ele recebia orientações diretas dos proprietários sobre o uso de produtos químicos, mesmo sem qualificação técnica.
Fonte: https://g1.globo.com