G1
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A Polícia Civil informou que não há registros da abertura e finalização da investigação que teve como alvo o secretário do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da prefeitura. O delegado-geral Felipe Monteiro Costa afirmou que não existem relatórios, boletins de ocorrência ou ofícios de comunicação judicial das diligências realizadas.

Investigação Anônima e Monitoramento

A investigação ocorreu entre agosto e outubro de 2025 após uma denúncia anônima sobre recebimento de propina. O rastreamento foi feito por meio da instalação de um rastreador no carro da prefeitura utilizado pelos irmãos. O ofício assinado pelo chefe da Polícia Civil respondeu às solicitações da defesa dos funcionários da prefeitura, informando a falta de registro de boletins de ocorrência, designação específica de policiais, instauração de inquéritos, entre outros.

Reações e Próximos Passos

O prefeito do Recife, João Campos, reagiu nas redes sociais ao ofício da Polícia Civil, apontando indícios de ilegalidade na operação. A defesa dos funcionários da prefeitura ainda não se pronunciou sobre os próximos passos após o recebimento do documento. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco não emitiu posicionamento sobre o assunto até o momento.

Detalhes do Monitoramento

Segundo a Secretaria de Defesa Social, a investigação preliminar focou no veículo utilizado para o suposto recebimento de propina, negando espionagem ao secretário. Não houve instauração de inquérito policial, pois não foram constatadas irregularidades. A denúncia anônima apontava pagamentos em dinheiro a Eduardo Monteiro em estacionamentos de shoppings, referentes a faturamentos de fornecedores da prefeitura.

Investigação da PF

O ministro Gilmar Mendes determinou que a Polícia Federal investigue o monitoramento considerado ilegal do secretário Gustavo Queiroz Monteiro pela Polícia Civil. A existência de um grupo de policiais que compartilhavam informações sobre a rotina do secretário foi confirmada, bem como o rastreamento do carro utilizado por ele. A ação gerou repercussão e continua a ser monitorada pelas autoridades competentes.

Fonte: https://g1.globo.com